20 anos de X-Men: O Filme e a construção de um legado

  • By Anderson
  • 14 de julho de 2020
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X-Men 20 anos

Duas décadas do lançamento de X-Men: O Filme

No dia 14 de julho, há exatos 20 anos, era lançado X-Men: O Filme nos cinemas. Sim, já se passou tudo isso. E é impressionante como que, após duas décadas, o filme ainda está praticamente intacto no tempo.

Se voltarmos para aquela época, as adaptações de quadrinhos ainda eram descreditadas. De sucesso, existia apenas a franquia do Superman com Christopher Reeve, e os filmes do Batman – que foram enterrados pelo carnavalesco Batman & Robin (1997). Então, naquela altura, apostar em um filme de quadrinhos parecia um baita tiro no pé. Mas a FOX, que naquela altura salvou a Marvel da falência com um acordo, mal sabia que estava prestes a redefinir a história dos filmes de quadrinhos no cinema.

Os mais novos podem conhecer o Universo Cinematográfico da Marvel como algo moldado, pedacinho por pedacinho, e com um sucesso incrível. Mas ele só foi possível graças ao filme dos X-Men. Quando foi lançado, o impacto foi gigantesco. Nas bilheterias, algo em torno de 300 milhões de dólares foram arrecadados. Já nas críticas, até o mais chato escritor apoiou o filme. De fato, foi uma conquista.

Visão de Bryan Singer ajudou o filme a se tornar popular

Mas por que os X-Men se tornaram tão popular com este filme? Talvez, pelos incríveis poderes mutantes que eles tinham. Ou, simplesmente pelo carismático elenco. Mas eu apostaria que a visão que Bryan Singer teve para o longa, sem dúvidas, é um divisor de águas.

O filme pulou a parte de criar uma origem para o grupo em si, e resolveu focar em um grande herói – que foi eleito por ele, e pelo público, como o grande protagonista da saga: o Wolverine de Hugh Jackman. Há quem torça o nariz para essa decisão, mas eu particularmente acho mais do que acertada. Jackman esteve super bem no papel, confortável, como se tivesse nascido para incorporar o herói. E isso fez com que o público se identificasse com ele, e torcesse por ele.

Além disso, outro detalhe que adoro nestes X-Men é o fato dos uniformes espalhafatosos não serem usados. Com isso, tudo foi padronizado com uniformes pretos, que caíram muito bem para aquela época. Para quem é fã das sagas dos quadrinhos, pode ser algo que incomoda. Mas estamos aqui falando de um filme pipoca, que deveria agradar principalmente o público mais novo. Então, pontos para Singer.

Trama e personagens relevantes

Mas engana-se quem pensa que Jackman brilha sozinho nesta fita. Os outros personagens, que Singer optou por trazer para esta primeira parcela, possuem grandes momentos, tendo funções bem definidas para a trama girar.

O longa começa com a Vampira, de Anna Paquin, descobrindo seus poderes e iniciando uma fuga deles. É quando ela cruza seus caminhos com o Wolverine. Mas mal eles sabiam que seus destinos já estavam traçados quando eles são resgatados pelos X-Men, Ciclope (James Marsden), Jean Grey (Famke Janssen) e Tempestade (Halle Berry), liderados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart). Assim, o grupo se uni para enfrentar um mal que ameaça a humanidade: Magneto (Ian McKellen), que tem um plano mirabolante de transformar todos os seres humanos em mutantes, ao liberar o gene X – a partir de um ponto em Nova Iorque.

Pronto. Somando essa trama a uma ação bem dosada, e uma fotografia que ira ditar o modo em se fazer filmes de heróis no ano seguinte, e a fórmula de sucesso dos X-Men estava pronta. Mas indo além, os X-Men soube aproveitar muito bem a questão das “minorias”, que é explorado através da ótica dos mutantes, para traçar um paralelo com a realidade. Assim, todo o preconceito que os mutantes sofrem, partem de uma inspiração nada legal das exclusões que acontecem em nossa sociedade. Assim, pessoas que são excluídas pela raça, orientação sexual ou classe social se enxergaram naqueles personagens que se tornaram heróis do cinema. E talvez seja exatamente por isso que os X-Men fizeram – e fazem – tanto sucesso.

20 anos depois, o filme agrada

Este foi um filme que eu aluguei bastante o VHS, a ponto do dono da locadora até achar estranho. Mas o motivo é simples: o filme é muito bom. E pegando minha coleção de DVDs dos X-Men nos dias de hoje, assisti-lo torna-se um tremendo prazer. Primeiro pela nostalgia. Segundo, por ainda ver que existe bastante qualidade no material. De certa forma, vimos o renascimento dos heróis nos cinemas através deste X-Men, e ver aonde este gênero chegou, vinte anos depois, é uma incrível conquista. Não só para os estúdios, mas sim para os fãs, que foram presenteados, ano após ano, com longas inesquecíveis.

Por isso, obrigado X-Men, por nos proporcionar duas décadas de grandes adaptações.

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