5 filmes de comédia brasileiros diferentes do padrão

filmes de comédia brasileiro

Filmes de comédia brazucas que você precisa assistir – e que não são tão populares assim

O ano é 2020 e ainda há quem faça pouco do cinema brasileiro. Recheado de talentos com de diferentes vertentes, o cinema produzido em nosso território nacional produz uma gama muito diversa de filmes todos os anos. Do drama à ação, do suspensa à comédia. O gênero mais popular é a comédia mais pastelão. Essa consegue levar milhões às salas de cinema e brigar com os grandes nomes internacionais que tomam nossas salas anualmente. Não é por nada: vários títulos provam como uma comédia consegue falar com quase todos os segmentos de telespectadores, como os recentes sucessos de Minha Mãe é uma Peça 3 e Minha Vida em Marte.

Pode surpreender o leitor, contudo, que a comédia nacional não se resume aos títulos citados e seus semelhantes. Os subgêneros da comédia muito variam e podem acabar apresentando para o leitor um estio diferente que o agrade. Aqui, vamos listar 5 filmes brasileiros de comédia que fogem do padrão que estamos acostumados a ver fazendo sucesso nas salas de cinema. Vamos lá!

 

Ó pai, ó

Protagonizado por Lázaro Ramos, na época uma estrela em ascensão depois de Cobras e Lagartos, nasceu em 2007 o filme Ó, pai, ó. Com elenco composto em sua maioria por atores baianos do Grupo de Teatro Olodum, a história se passa nas ruas de Salvador e mistura o gênero musical com a veia cômica dos personagens que vivem ao redor de Roque, personagem de Lázaro.

A comédia aqui está presente não nos esforços físicos dos atores em cena, mas do potencial que aqueles personagens, figuras que podem ser encontradas na vida real, oferecem. Além disso, para chamar ainda mais atenção do telespectador, o filme conta com nomes de peso como Wagner Moura (também baiano) e Dira Paes. Além de divertir, o longa traz uma boa discussão sobre racismo e mostra o estilo de vida muito interessante daquele grupo de soteropolitanos.

 

Trair e Coçar É Só Começar…

Filmes de comédia brasileiros. Imagem: Divulgação.

Quem assistir esse filme de 2006 e achar ele muito parecido com uma peça de teatro, não estaria enganado. A segunda comédia da nossa lista é baseada em uma peça dos anos 80 escrita pelo ator e autor Marcos Caruso (sim, o Leleco de Avenida Brasil). O elenco conta com grandes nomes como a protagonista Adriana Esteves e os coadjuvantes Otavio Muller e Cássio Gabus Mendes.

Portanto, o estilo de comédia mais teatral e focando a maior parte da ação do filme em um só ambiente traz uma experiência diferente do que estamos acostumados nas comédias brasileiras. Além disso, é uma história super leve e a pedida certa para um domingo de tarde sem vontade de se preocupar com nada.

Além disso, completo. Todavia, palavras.

Deus é Brasileiro

Filmes de comédia brasileiros. Imagem: Divulgação.

Deus é Brasileiro é clássico conto brasileiro. É aquela comédia sem nenhum toque mais norte-americanizado. É algo que só poderia ser contado no Brasil mesmo – e isso é ótimo.  Além da sinopse interessante – a busca, pelo Brasil,  de Deus por alguém que possa o substituir -, o filme traz dois elementos que o torna uma pedida inegável: Wagner Moura e Antônio Fagundes;

O Deus do filme é uma figura diferente do ser afável que pode estar no imaginário popular e as pessoas ao seu redor não colaboram muito. Dessa forma, a risada é garantida num road movie 100% brasileiro.

 

Vendo ou Alugo

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Filmes de comédia brasileiros. Imagem: Divulgação.

Sabe aqueles filmes que você encontra duas horas depois de começar a procurar algo para assistir e aperta play na dúvida se fez uma boa escolha? Vendo ou Alugo é isso. Filme brasileiro que não fez muito barulho na estreia mas não deixa de ser uma excelente dica para assistir naqueles dias em que a vontade é simplesmente se desligar de tudo e assistir uma história leve. Protagonizado por Marieta Severo atuando com a própria filha, a narrativa se passa também majoritariamente em um ambiente e explora aquela comédia de mal-entendidos e desencontros. Muito bom!

Além disso, completo. Todavia, palavras.

Saneamento Básico, o filme

O melhor, para o final. O filme é dirigido por Jorge Furtado, conhecido por seus trabalhos como roteirista em séries como Mister Brau e Ó, pai, ó (série originada do filme citado no começo dessa lista). O filme parte da ideia de que um grupo precisa realizar um filme meio trash para a prefeitura conseguir dinheiro para fazer o saneamento básico local. O grupo, ao longo do filme, vai se apegando a ideia de rodar um filme a o resto é história.

Além da sinopse, o filme consegue chamar atenção pelo grupo de atores que protagonizam o longa. São eles: Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos e  Lúcio Mauro Filho. Não tem como não se animar. O filme aposta em um humor mais voltado para o cringe, como The Office ou Parks and Recreation, e não deixa ninguém desapontado. Sério, pode assistir.

Além disso, completo. Todavia, palavras.

Menção Honrosa: Lisbela e o Prisioneiro

Confesso que esse é meu filme de comédia favorito. Lisbela é um clássico do século XXI no cinema brasileiro. Não é possível o colocar em alguma caixinha, tanto de narrativa como de humor. Dirigido por Guel Arraes, diretor esse que trouxe O Auto da Compadecida para os cinemas, o filme tem uma veia nordestina que é muito própria da região. Desde o roteiro à forma de montar uma cena. Abusa de elementos da cultura das cidades de interiores e a realidade do Brasil à algumas décadas. Não importa quantas vezes você assista, Lisbela e o Prisioneiro é sempre algo novo.

P.S: é a melhor trilha sonora do cinema.

Além disso, completo. Todavia, palavras.

E você, já conferiu alguns destes títulos? Deixe nos comentários as suas impressões e continue acompanhando as novidades do mundo dos filmes aqui no Mix de Filmes.

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Guilherme Bezerra

Pernambucano estudando Jornalismo na Paraíba. Aficionado por cinema, sou fã de Tarantino e Nolan. Acredito em estudar a arte do cinema e espalhar para o máximo de pessoas as discussões e reflexões que podem encontrar através dessa arte. Luto pela valorização do cinema nacional.

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