7 livros que vão virar filmes em 2021

Livros

Algo tão bom quanto o Cinema é a Literatura. E o mercado editorial tem crescido cada vez mais no Brasil, com lançamentos constantes de diversas editoras. Quem acha que o público brasileiro não lê, se engana. Por isso, trazemos a união destas duas paixões, e listamos sete livros que vão virar filmes em 2021.

Muitos outras obras serão adaptadas para o Cinema neste ano, mas hoje trazemos apenas livros já publicados (ou com data definida) no Brasil. Desta forma, você pode encontrar todos os títulos em livrarias ou lojas online. Corra e leia todos antes de suas adaptações estrearem!

Mundo em Caos

Escrito por Patrick Ness (que já foi adaptado ao Cinema com Sete Minutos para a Meia Noite), Mundo em Caos ganhou uma complicada adaptação para o Cinema. Anunciado em 2011, o projeto foi escrito por Charlie Kaufman. O resultado não agradou e uma quantidade absurda de outros roteiristas retrabalharam o texto. Em 2016, Doug Liman (Jumper, A Identidade Bourne, No Limite do Amanhã) foi anunciado como diretor e as filmagens foram encerradas em meados de 2017.

A produção foi tão problemática, que várias refilmagens foram feitas. Neste meio tempo, Daisy Ridley virou estrela com Star Wars e Tom Holland foi Homem-Aranha. O estúdio não aprovou o resultado e testes com o público também não foram animadores. Agora, parece que todos chegaram a um consenso e o filme chegará às telas em 2021. Na trama pós-apocalíptica, os homens conseguem ouvir os pensamentos uns dos outros. Tudo muda quando uma moça surge e o protagonista não consegue ouvi-la. É uma ficção estranha e original, com pouco apelo de público. Ainda assim, parece um bom filme.

Em Águas Profundas

Patricia Highsmith é um dos maiores nomes do suspense e do mistério na literatura. Em Águas Profundas, recentemente publicado pela Intrínseca, um casal em crise define um complexo acordo: ela pode ter quantos amantes quiser, desde que não arraste o marido e a filha para um divórcio. O sujeito aceita as condições, mas passa a se incomodar cada vez mais com as escolhas da esposa. Depois que um de seus amantes é encontrado morto, o marido resolve assumir a autoria do crime, mesmo sem ter feito nada.

A decisão do homem acaba trazendo muitos problemas na família e na cidade, e tudo piora quando o verdadeiro assassino é preso e as palavras do marido viram apenas mentiras vazias e covardes. Com Ben Affleck e Ana de Armas, Em Águas Profundas é o retorno de Adrian Lyne à direção de suspenses eróticos. Responsável por clássicos como Atração Fatal, Flashdance Infidelidade, Lyne não lança um filme há quase 20 anos, mas é a escolha perfeita para levar o romance de Highsmith às telas. A data de lançamento está marcada para agosto.

Duna

A maior ficção-científica de todos os tempos chega às telas do jeito que os fãs sempre sonharam: em escala épica e sob o comando de um grande diretor. Denis Villeneuve, um dos melhores cineastas dos últimos anos, assume uma das maiores responsabilidades do Cinema recente: levar o épico de Frank Herbert de forma fiel, respeitando trama e visuais. O resultado pode ser brevemente espiado em um trailer lançado ano passado, que traz as estrelas Timothy Chalamet e Zendaya na linha de frente.

O projeto estava programado para o final de 2020, mas foi adiado para 2021 devido à pandemia. Previsto para outubro, Duna chega cercado de expectativa e promete fazer bonito com os fãs e em prêmios da indústria. Se será um sucesso de bilheteria, ninguém sabe. Duna é ficção raiz, com nomes e tramas complexas. É como se fosse O Senhor dos Anéis do sci-fi, e isso pode afugentar os mais afoitos. Ainda assim, a expectativa é alta e deve ser recompensada.

A Mulher na Janela

Assim como Mundo em Caos, A Mulher na Janela também teve uma conturbada produção. Ainda que não tenha passado por tantas dificuldades como o projeto com Tom Holland, a fita com Amy Adams passou por refilmagens e teve sua estreia adiada. Dirigida por Joe Wright (Orgulho e Preconceito, Desejo e Reparação), a adaptação não foi bem em testes com o público. O diretor percebeu que alguns elementos não funcionavam e algumas partes da narrativa simplesmente não faziam sentido ou estava muito obscuras.

As refilmagens simplificaram o processo e provavelmente tiraram boa parte da sutileza e mistérios da trama. Na história, Anna Fox mora sozinha em sua casa. Separada da família, Fox sofre de uma fobia que a mantém presa, reclusa de tudo e todos. Sem muito o que fazer, Anna assiste filmes, bebe vinho e espia a vizinhança. É em uma dessas espiadas que ela descobre algo que não deveria. Assim como o filme, o próprio livro que serve de inspiração é cercado de polêmicas. O resultado disso tudo pode ser visto em meados de setembro, na Netflix.

Morte no Nilo

Kenneth Branagh retorna à cadeira da direção e aos bigodes de Hercule Poirot em Morte no Nilo, continuação de Assassinato no Expresso do Oriente, suspense que fez um interessante sucesso em 2017. Desta vez, em férias no Egito, Poirot precisa investigar o assassinato de uma jovem rica. Se antes o crime aconteceu em um trem, agora o assassinato rola em um barco que navega pelo Nilo. Vários suspeitos preenchem a lista de Poirot e mais uma vez um mistérios de Agatha Christie ganha as telas.

Morte no Nilo é outra produção que está pronta há um bom tempo, mas precisou ser engavetada, esperando o fim da pandemia. Branagh é o tipo de cineasta convicto, que quer o seu filme nas maiores telas possíveis. A previsão é de que o fita estreie em setembro, mas novos adiamentos podem surgir. Pelo trailer, Nilo promete ser um suspense exuberante com elenco estelar.

Cherry

O mais surpreende de Cherry é ser um drama dirigido pelos irmãos Russo. Depois de comandarem os espetáculos gigantescos da Marvel (os dois últimos Vingadores são deles), os irmãos resolveram baixar o tom. Com Tom Holland no papel principal, Cherry acompanha a história de Nico, um jovem que se voluntaria como médico no Iraque e passa sofrer de estresse pós-traumático assim que retorna para casa. Para sustentar um perigoso vício em cocaína, Nico começa a roubar bancos. Sua história virou livro autobiográfico que, agora, virou filme.

O livro deve chegar em breve no Brasil pelas mãos da editora Darkside. Espere, portanto, um produto caprichado, que merece espaço na prateleira. Já o filme chega na Apple TV em março, com esperanças de Oscar. Não deve entrar na premiação, mas pode gerar bom burburinho na internet.

Old

Em uma decisão atípica, M. Night Shyamalan resolve adaptar o material de outra pessoa em Old. Depois de ficar famoso com materiais originais (O Sexto Sentido, Corpo Fechado, Sinais, A Vila), Shyamalan volta a percorrer o campo da adaptação. E a escolha faz todo o sentido. A HQ Castelo de Areia parece realmente saída da mente do diretor e roteirista. Na trama, algumas famílias se encontram em uma praia e tentam passar um dia tranquilo ao lado daqueles que amam. Algo está fora do lugar, entretanto: primeiro são as roupas das crianças que parecem menores do que são. Em seguida, os pequenos estão maiores e algumas rugas começam a surgir nos adultos.

O tempo parece passar num ritmo diferente na praia e logo o mistério está estabelecido. Shyamalan promete aproveitar todas as ideias da HQ e inserir outras no caminho. Trata-se de um suspense filosófico que combina com diversos temas já debatidos pelo cineasta. A HQ, já lançada no Brasil, é linda e mergulha sem medo no mistério, sem jamais buscar explicações para o que acontece na praia. Caso Shyamalan confie em seu público e não tente explicar – ou surpreender com plot twists -, Old pode ser mais um acerto em sua carreira.

Nota

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