Amadeus: um filme que nunca deveria ser esquecido

Amadeus filme que não deve ser esquecido

Um clássico inesquecível

Existe alguns filmes que são super premiados, com críticas positivas e enaltecedoras. Que configuram em listas de top filmes de todos os tempos mundo à fora. Mas, no entanto, não foram bem sucedidos em bilheteria e caíram no esquecimento do público em geral depois de atingirem um breve prestígio na época de seu lançamento. Esse é o caso do filme “Amadeus” (1984).

Este filme é dirigido por Milos Forman, baseado livremente na peça homônima de Peter Shaffer e que foi indicado para 53 prêmios. Ao total, recebeu 40, incluindo oito Oscars (entre eles o de melhor filme, melhor diretor e melhor ator para F. Murray Abraham), quatro prêmios BAFTA, quatro Globos de Ouro e um prêmio DGA.

A trama

O filme conta a história, com a pretensa premissa de ser real (não há registros oficiais comprobatórios), de dois dos maiores compositores da Viena do século XIX, Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Salieri. O primeiro nome vocês devem ter ouvido e, quem sabe, até não conheçam alguma de suas composições? Mas quem afinal foi Antonio Saliere? E é exatamente disso que o filme trata: a personificação da inveja de Saliere por Mozart ser eternizado e reconhecido, mesmo depois de sua morte. Enquanto ele, Saliere, cai no esquecimento mesmo em vida; E, além disso, sabe que ninguém vai lembrar-se dele como lembram das composições geniais e atemporais de Mozart!

O filme tem três horas de duração, porém você nem percebe passar. Isso porque é magistralmente dirigido e atuado por grandes atores. Além disso, sua história é cativante do início ao fim.

A genialidade inata de Mozart se faz presente o tempo todo no filme que, de fato, faz jus à história real do compositor. Enquanto a devoção, precisão, dedicação e disciplina de Saliere faz contraposição ao espírito jovem, irreverente, infantil e até obsceno de Mozart.

Saliere não se conforma que alguém que desdenha de tudo e todos tenha o que ele chama de “dom de Deus” e que ele persegue o tempo todo de sua carreira com menos inspiração e espontaneidade que Mozart. O ódio e a inveja presentes em seu olhar e todos os seus planos maquiavélicos para “destruir a criatura de Deus” estranhamente não nos faz odiá-lo, mas antes, ter pena de sua mediocridade e falsidade que o consomem.

Vale assistir

Mesmo que “Amadeus” não seja um filme fácil de se encontrar para assistir, ainda assim é referência em muitas outras obras mais recentes. Por exemplo, no filme “Yesterday” (2019) de Danny Boyle, o personagem de Himesh Patel (que se aproveita de um fenômeno que acontece no mundo, no qual somente ele se lembra da existência dos Beatles e, então, apresenta as músicas como sendo de sua autoria) é desafiado por Ed Sheeran a escrever uma música in loco e quando o primeiro é bem sucedido, Sheeran fala algo como: “você é o Mozart e eu sou o seu Saliere”, já que os dois eram excelentes compositores.

Mas Mozart sempre foi muito mais talentoso e tinha o pensamento rápido, criando instantaneamente composições sem qualquer esforço. Já Saliere, necessitava de mais tempo e disciplina para compor suas músicas, ou seja, Sheeran reconhece que Jack Malik (Patel) é muito mais talentoso que ele, ao fazer tal referência.

Definitivamente, esse é um filme que merece ser assistido e não deixarmos cair no esquecimento, já que é uma pérola do cinema estadunidense, de atuações memoráveis, direção impecável, figurino e fotografia. Uma história para entender a essência maléfica que o ser humano pode ter, a auto-destruição, como a inveja se instala e cresce e como a genialidade surge de lugares onde menos esperamos, mas que também pode ser uma maldição e um fardo. Super recomendo esse filme!

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