Batman Eternamente completa 25 anos: filme ainda consegue entreter?

  • By Anderson
  • 5 de julho de 2020
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Batman Eternamente 25 anos

Como Batman Eternamente envelheceu?

Em 1995, a excentricidade colidia com o mundo de Batman ao ser lançado nos cinemas o filme Batman Eternamente (Batman Forever). Sob a direção de Joel Schumacher, que vinha de filmes de ação como Um Dia de Fúria, o longa tinha uma importante missão: apagar a obscuridade atribuída por Tim Burton nas duas fitas anteriores, e tornar tudo mais colorido – com material suficiente para que o mershandising do longa bombasse.

Assim, uma das páginas mais controversas do capítulo do Homem Morcego nos cinemas era escrito. Tendo sido detonado por uns, e amado por outros, Batman Eternamente chega em 2020 como um clássico dos anos 1990, responsável por momentos interessantes e inesquecíveis nesta franquia cinematográfica.

Menor escuro, mais colorido

No Batman de Joel Schumacher, a tristeza não tem muito espaço – embora este filme ainda utilize de elementos interessantes para se manter menos festivo. Tim Burton, diretor dos dois primeiros, atuou como produtor do longa, e acredito que ele tenha sido o elo para manter alguns aspectos curiosamente funcionais. Mas este filme deu um giro na passagem do Batman nos cinemas nos anos 1990, que vale uma análise.

Na trama, Val Kilmer assumiu o papel do Batman, antes interpretado por Michael Keaton. Seu protagonista tentou ao máximo manter a obscuridade, embora os elementos em torno de seu herói lutassem contra isso. Mesmo assim, Kilmer é um Batman adorado por muitos fãs. O mundo que ele habitava saiu diretamente dos quadrinhos de Bill Finger na década de 1960, sendo uma característica bem interessante.

Em Batman Forever, o herói precisava deter o Duas Caras de Tommy Lee Jones (que mais parecia estar interpretando o Coringa); mas o vilão que roubou a cena foi o Charada de Jim Carrey. Ainda começando a estourar nos cinemas, Carrey trouxe uma interpretação bem caricata para Edward Nygma, mas soube tornar o personagem um dos mais icônicos da saga de Batman, a ponto do público nem lembrar que o Duas Caras estava ali.

As duas peças que completam o tabuleiro de Batman Eternamente é a Dra. Chase Meridian (Nicole Kidman) e o Robin (Chris O’Donnel) e ambos cumprem bem o seu papel – embora, em certo ponto, são desnecessário para a trama.

Why 'Batman Forever' Is As Definitive A Batman Movie As 'The Dark ...
Robin foi adicionado ao universo do Batman nos cinemas em Batman Eternamente. Imagem: Warner Bros.

História que entretêm

Mas 25 anos depois, Batman Eternamente pode ser considerado ainda um filme que entretém. Claro que, não devemos olhar com a ótica de quem já conferiu a versão completa de Christopher Nolan para Batman, ou a atualização dada por Ben Affleck no universo de Zack Snyder; Mas para o seu tempo, o filme cumpre bem o seu papel.

Hoje sabemos que algumas excentricidades não partiram diretamente de Schumacher, que basicamente ouviu, “Precisamos de um filme para vender brinquedos”. Pressionado pela Warner Bros., o diretor trabalhou com o que pôde. Mas mesmo com furos de roteiros que são ignoráveis, você compra a ideia de ver a construção do Batman de Val Kilmer. Schumacher, posteriormente, disse que queria um filme mais dark, tanto que a ideia era recontar a origem do Batman. Mas a Warner Bros. vetou completamente essa ideia. Assim, acabamos ficando com o que vimos nos cinemas.

O filme começa com o herói solo, tentando deter o Duas-Caras, até que ele se apaixona pela Dra. Meridina, e começa a se questionar se o seu tempo como Batman já não passou. Nesse meio tempo, o acrobata Dick Grayson vê seus pais sendo mortos por Duas-Caras, e então vai morar com Bruce Wayne, estabelecendo um paralelo de conflitos bem interessante entre as duas gerações.

Já o Charada de Jim Carrey começa como um funcionário obcecado por Wayne, até que tem uma ideia para um item que mexia com ondas cerebrais rejeitadas, e começa a construir sua própria empresa com a ajuda de Duas Caras. Tudo isso, para destruir o milionário. Mas o que Edward Nygma nem imaginava era que Batman e Bruce Wayne eram as mesmas pessoas. Assim, ele une o interesse de Duas Caras, em matar o Batman, com o seu interesse de fazer Bruce sofrer.

Com muitas acrobacias, e cenas em uma Gotham City que parecia ter saído das páginas das HQs dos anos 1960, Batman Eternamente é agradável de se assistir.

Filme venceu o tempo

No geral, se você assisti-lo hoje, verá que o filme venceu o tempo e não envelheceu mal. Mas é aquilo: o filme é um ensaio para a catástrofe que foi sua sequência, Batman & Robin (aquele com George Clooney e o bat-cartão de crédito). Então há coisas que você precisa ignorar como o Bat-Mamilos e um o batmóvel com bastante neon (embora, ele também funcione bem em tela). Mas de quebra, ainda ganha uma trilha sonora bem interessante com direito a U2 e Seal compondo temas icônicos.

Infelizmente, Joel Schumacher nos deixou dias antes do filme completar 25 anos, mas certamente seu legado será mantido com essa obra do cinema – seja ela lembrada como camp por uns, ou nostálgicas por outros. Acredito que ele foi crucificado por fãs tóxicos que, talvez, não soube interpretar muito bem sua visão. De qualquer forma, há pessoas que ainda possam defendê-lo.

Você pode conferir Batman Eternamente no catálogo do HBO Go .

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