Bohemian Rhapsody chega à TV aberta: confira curiosidades sobre o filme

Bohemian Rhapsody

Em Bohemian Rhapsody Rami Malek trabalhou com a coreógrafa e coach de movimentos Polly Bennett para buscar a maior proximidade com Freddie Mercury. Cada maneirismo, olhar, movimento corporal, detalhe com o microfone tinha de ser perfeito. O treinamento deu certo, já que Malek acabou levando o Oscar de Melhor Ator para casa.

O cantor canadense Marc Martel emprestou sua voz para alguns momentos em que não havia gravações da voz de Mercury. A produção usou uma mistura das vozes de Martel e Freddie. Quem achava que Malek cantava, portanto, pode esquecer. A notícia acaba tirando boa parte do brilho da performance do ator.

Os dentes, é claro, também não eram de Malek. Ele usou uma prótese que imitava come exatidão a arcada dentária do cantor. Depois das filmagens, o ator manteve a dentadura como lembrança do projeto. Vale apontar, ainda, que Freddie jamais quis “consertar” seus dentes, pois achava que uma mudança poderia alterar sua potência vocal. Assim, o cantor manteve o visual mesmo não gostando.

Borat como Freddie? Erros no Brasil? Tudo isso aconteceu

Rami Malek enviou para o Queen um vídeo de si mesmo cantando. Quando finalmente conheceu a banda, o ator descobriu que eles não haviam assistido, pois não haviam conseguido baixar o vídeo apropriadamente. Malek então mostrou o vídeo e pôde conferir a reação dos músicos em primeira mão.

Acredite se quiser, mas Sacha Baron Cohen, o Borat, era a escolha inicial para viver Freddie Mercury, e esteve atrelado ao projeto por anos. Stephen Frears, experiente em biografias e querido do Oscar seria o diretor. As divergências entre o ator e a banda eram severas, o que fez Frears de afastar da produção. Cohen insistiu, mas acabou saindo. Tudo porque Brian May e Roger Taylor, que controlam os direitos da banda, não queriam que o filme fosse sobre Freddie, mas sobre a banda.

Os músicos queriam mais espaço e reprovavam o roteiro da época. Cohen considerava o texto historicamente correto, fiel à realidade. Isso quer dizer que muitos dos defeitos e problemas de Mercury e da banda seriam abordados sem rodeios. May achou que a ideia era demais, e não queria explorar tanto as polêmicas da banda, além disso, resolveram que Cohen era muito cômico para um papel tão sério. O resultado é que o filme que aconteceu pelas mãos de Brian Singer é uma produção covarde, equivocada e supervalorizada. Além disso, Baron Cohen é, definitivamente, um ator melhor que Malek.

O filme traz várias incongruências históricas e erros grotescos. O mais notável para os fãs brasileiros, aliás, é aquele sobre o show que a banda fez no Rio de Janeiro. Na realidade, a apresentação ocorreu em 1985, enquanto o filme sugere que o evento tenha acontecido na década de 1970.

Diretor demitido e muita bagunça. Nada impediu o sucesso e os prêmios do filme

Grande parte dos problemas derivam de Brian Singer, diretor oficial do projeto. Singer, famoso por dirigir X-Men e Os Suspeitos, demonstrou um péssimo comportamento no set. Nesta perspectiva, as péssimas atitudes do diretor, que incluíam atrasos e faltas, incomodaram a equipe e o elenco.

Além de tudo, as notícias sobre os constantes abusos sexuais cometidos por Singer pioraram a situação. Singer, então, foi afastado oficialmente da produção que ficou sem diretor. Com isso, faltando semanas de filmagens, toda a pós-produção e refilmagens (algo comum no Cinema), um novo cineasta foi chamado. Dexter Fletcher assumiu o comando e finalizou o longa. Ele viria a dirigir a biografia de Elton John anos depois, o sucesso Rocketman.

O filme Bohemian Rhapsody será exibido na Tela Quente, da Rede Globo, nesta segunda-feira.

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