CartoonMix: A Teoria da Pixar

CONFIRA OS DETALHES DA FAMOSA TEORIA DA PIXAR

Para os que ainda não conhecem, a Teoria da Pixar é uma corrente extremamente famosa na internet há quase 8 anos. Trata-se de uma teoria onde interliga todos os filmes da Pixar. Seu primeiro lançamento em 1995 foi Toy Story, contudo, nossa história não começa por aí. A cada filme lançado pela empresa, um novo ponto é adicionado nesta grandiosa linha do tempo. Segurem nas cadeiras que o Mix de Filmes trará um resumo de como estamos hoje.

O Bom Dinossauro (2015) – Nossa aventura começa no período Cretáceo, em um mundo similar e, ao mesmo tempo, diferente do nosso. Os dinossauros não foram extintos por um gigantesco meteoro como vimos por aqui e passaram a se desenvolver ainda mais. No mundo Pixar, eles chegam a conviver com humanos, todavia, seu futuro é incerto por condições climáticas e eles acabam desaparecendo com o tempo. A principal mensagem do filme que devemos guardar é: o passar do tempo refina a capacidade intelectual dos seres vivos.

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE

Valente (2012) – Valente se passa em uma época medieval, milhões de anos após o filme anteriormente citado. No seu contexto, Merida descobre a existência de magia, elemento crucial a nossa teoria. A magia da bruxa promove vida a objetos inanimados e possibilidade de se teletransportar em diversos lugares e porque não dizer momentos da história. Essa informação somada a capacidade intelectual do Bom Dinossauro trazem dois elementos do embasamento da Pixar.

Os Incríveis (2004/2018) – Seguindo a linha temporal, temos aqui o último pilar para o que a Pixar vem nos mostrando: as máquinas. Em Os Incríveis temos a introdução da Inteligência Artificial através de Síndrome. O vilão mostra que os equipamentos podem superar os humanos, até mesmo os mais poderosos e acabar ganhando vida e desenvolvendo capcidade de cognição. Seguramos essa informação por um momento pois usaremos a mesma bem a frente.

Imagem: Pixar/Divulgação

OS HUMANOS COMO FONTE DE ENERGIA

Procurando Nemo/Dory (2003/2016), Ratattouile (2007) e Up (2009) – A semelhança dos quatro filmes se baseia na segunda fase da teoria. Aqui, falamos de animais e objetos intelectuais. Como foi dito em O Bom Dinossauro, a sobrevivência faz com que alguns animais ganhem cada vez mais capacidade intelectual. Nos quatro filmes citados acima, observamos isso. Contudo, duas coisas importantes devem ser elucidadas. Primeiro, devemos notar que o mundo está passando por um processo de poluição e destruição. Em Procurando Dory mesmo conseguimos observar essa situação com o lixo nos oceanos. O segundo ponto se baseia no impacto dos seres humanos sobre a vida de objetos e animais. De acordo com a teoria, os humanos funcionam como uma bateria que tem capacidade de gerar vida e inteligência a objetos anteriormente inanimados.

Toy Story (1995/1999/2010/2019) – Seguindo no ponto de que os humanos servem como baterias a objetos, temos duas grandes sequências da Pixar. Toy Story demonstra a relação de companheirismo e abandono dos humanos com seus itens mais preociosos. A proximidade de Woody e Andy traz ao brinquedo cada vez mais consciência de sua função. Por outro lado, brinquedos abandonados tendem a se revoltar contra os humanos. Em Toy Story 4, a criação de Forky nos mostra como o amor dos humanos pode ser a bateria essencial para a vida de um brinquedo.

Imagem: Pixar/Divulgação

A REBELIÃO DAS MÁQUINAS

Carros (2006, 2011 e 2017) – Como dito anteriormente, o mundo como conhecemos estava com sérios riscos de existência. A poluição ambiental foi tão grande que os humanos tiveram que deixar o planeta. Sua carga emocional que restou na Terra foi a bateria essencial para gerar vida aos Carros. Durante as três produções, podemos perceber a semelhança das máquinas com seus antigos donos. A conexão entre homem e carro foi o motor dessa criação. Contudo, os carros não possuem energia infinita. O tempo se passa, novos carros de abandonos recentes vão surgindo e velhos carros vão se dissipando. Isso, cria uma condição planetária poluente e crítica a vida humana, que já não habita mais a Terra.

Wall-e (2008) – Com as condições climáticas, diversos serem vivos foram extintos. Algumas espécies de animais ainda restaram por aqui, em ambientes não tão contaminados. A história do robô catador de lixo criado pelos humanos reforça a grande responsável por tudo que vem acontecendo na teoria Pixar: Buy-n-Large. A empresa foi a responsável por querer comprar a casa de Carl em Up e também por construir os brinquedos que utilizavam da vida dos humanos como bateria para sua própria existência. A empresa é a grande responsável por toda poluição e destruição do nosso planeta. Com a volta dos humanos para a Terra no final de Wall-E, temos um novo recomeço e certas evoluções.

Imagem: Pixar/Divulgação

UM NOVO COMEÇO

Vida de Inseto (1998) – Com a volta dos humanos ao planeta terra, houve um certo tempo de adaptação e mudanças. Os animais que aqui ficaram voltam a se desenvolver e criar inteligência. Prova disso está em Vida de Inseto. Agora, os animais conseguem viver mais tempo sem a interferência dos humanos diretamente. Nós seres humanos, inclusive, não somos nem mencionados na produção. Assim, os animais começam a se desenvolver e criar uma nova formação no planeta.

Monstros SA e Universidade de Monstros (2001/2013) – Com a poluição e o retorno dos humanos, percebemos certa mudança física e comportamental. A evolução dos animais e humanos em monstros promove a extinção dos seres como conhecemos e cria uma nova geração. Com a crise de energia, os monstros aliaram magia e tecnologia a seu favor. Bem semelhante aos eventos da bruxa de Valente, eles são capazes de utilizar portais para entrar em contato com os humanos. Dessa forma, coletando seus medos para possível conversão de energia. Essa parte é explicada pela viagem no tempo. Provavelmente, Boo vivia nos anos 50, época onde o crime estava em alta e a existência dos super-heróis de Os Incríveis era real. O medo assolava as cidades e, portanto, os monstros utilizavam desse sentimento para sua adaptação de energia.

Imagem: Pixar/Divulgação

A MENSAGEM FINAL

Divertidamente e Coco (2015/2017) – Dois recentes filmes da Pixar encerram a teoria até onde estamos e trazem a conexão dos medos e da energia dos humanos. Tudo isso pautado no que pode ser o laço final para unir tal teoria: as memórias. Divertidamrnte nos apresenta seu funcionamento através da pequena Riley. Com seu desenvolvimento, ela muda seus sentimentos em relação às coisas e, com isso, suas memórias se recombinam. Coco traz as memórias como fonte essencial para manter viva a esperança e as lembranças dos que estão ao nosso redor. Ambos os filmes nos mostram que, enquanto nossa memória for capaz de lembrar das pessoas marcantes de nossas vidas, elas seguirão vivas por entre nós.

Imagem: Pixar/Divulgação

CONECTANDO IDEIAS

Loop Infinito – Tudo bem, mas onde conseguimos conectar o começo e o fim? Discutimos aqui que a memória é uma extrema força. Sabemos que a mágica e a tecnologia andam juntas. Durante os filmes, alguns personagens tem uma conexão próxima com a magia e conseguem desenvolver habilidades. Mas, onde queremos chegar? Sim, vamos falar da pequena Boo. A garota nunca esqueceu seu grande amigo Sully e sempre buscou uma forma de reencontrá-lo. No meio de sua jornada ela entendeu o funcionamento dos portais e a existência de magia. Sua decisão foi ir até o passado e manter as lembranças do futuro. Assim, ela se torna a bruxa de Valente e a teoria, de certa forma, se conecta.

E aí, gostaram? Lembrando mais uma vez que a teoria é muito pessoal e interpretativa. Diversas versões são lançadas diariamente e nunca conseguiríamos chegar em um ponto comum. Estamos cada vez alimentando mais e mais essa grande bola de neve que promete explicações futuras. Espero que vocês tenham gostado e estou ansioso para o feedback de vocês em relação aos furos da teoria. Um grande abraço e até a próxima!!

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