Crítica: Mulher Maravilha é o filme que todo fã de quadrinhos precisa assistir

  • By Anderson
  • 1 de julho de 2020
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Critica Mulher Maravilha

Um mundo de maravilhas

Ao assistir Mulher Maravilha, o fã de filmes da DC certamente sente um peso sendo retirado das costas. Peso esse que é carregado desde a fria recepção de O Homem de Aço (2013). O fato é que após Cristopher Nolan lançar seu último Batman em 2012, a editora não conseguiu emplacar um sucesso nos cinemas, deixando a Marvel reinar absoluto entre crítica e popularidade. O período de seca aparentemente terminou.

A diretora Patty Jenkins, que ainda não tinha nada de relevante em seu currículo, assumiu a missão de trazer a Amazona em uma aventura solo para o cinema. E a cumpriu com êxito. Com uma estrutura bem “classicão”, lembrando em certo aspectos a condução do Superman de Richard Donner, a narrativa do filme acerta em contar a origem da heroína. E, além disso, a sua transição para nosso mundo.

Esse acerto é fundamental para entendermos a complexidade da personagem que já havia roubado a cena em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça. Diana começa o filme inocente, ingênua… e a medida que entra em contato com o “mundo que não a merece”, ela adquire a malícia vislumbrada no filme do homem de aço e do homem morcego. Essa malícia torna-se necessária para ela enfrentar a maior vilã do filme: a Primeira Guerra Mundial.

É incrível como que o pano de fundo histórico é colocado no filme e torna-se fundamental para o seu desenvolvimento. Portanto, mais do que narrativa, o evento torna-se uma personagem essencial para o funcionamento do longa.

Ótima construção

Falando em funcionamento, o elenco é, talvez, um dos aspectos mais brilhantes de toda a composição de Mulher Maravilha. Gal Gadot é a mulher ideal para interpretar a personagem. Igualmente, ela prova isso mais de uma vez.

Lembra quando você viu Christopher Reeve voar pela primeira vez no papel do Superman e pensou “É, ele é realmente o homem de aço”? Esse é o sentimento ao observar Gadot dando vida à personagem. Aliás, a Mulher Maravilha só havia sido interpretada até então por Lyinda Carter na clássica série dos anos 1970.

Além disso, Gal Gadot mescla inocência e sensualidade, mas além de tudo um senso de responsabilidade. Talvez, refletindo o real sentimento que a atriz tinha ao encabeçar este filme. Palmas também para Chris Pine, que com seu Steve Trevor soube dividir tela com a personagem. Aliás, sem a necessidade de tentar roubar a cena. O personagem coloca-se no seu lugar e deixa a heroína assumir o papel que, geralmente, é o posto de um homem nestes filmes de quadrinhos. Este, sem dúvidas, é o grande ponto do filme.

Também precisamos ressaltar todo o núcleo de Temiscira. Principalmente Robin Wright, que traz toda sua imposição adquirida na série House of Cards para sua Antiope. Personagens fortes que ressaltam a essência natural de um longa que se desprende da realidade.

Mulher Maravilha
Imagem: Divulgação

Filme funciona

Cenograficamente o filme funciona em todos os sentidos. Portanto, a fotografia está deslumbrante, com cenas maravilhosas e lutas muito bem coreografadas. Refletindo a influência do produtor Zack Snyder, que também assinou a história. Igualmente, as cenas se responsabilizam em mostrar os movimentos da Amazona com precisão, bem como deixam claras que a todo momento nossos olhos estão voltados para a Mulher Maravilha. E apenas para ela. A forma como a personagem domina a tela é de uma categoria sem igual, que faz você vibrar, torcer e nem ver as 2h20 passarem. Ao final do longa você se pergunta: “posso assistir de novo?”.

Mulher Maravilha torna-se um sopro de vida ao Universo DC nos cinemas e, sem dúvidas, conquistou público geral e crítica. Esse que vos escreve é fã assumido da editora. Defendi O Homem de Aço, gostei da versão estendida de Batman vs. Superman e não saí reclamando de Esquadrão Suicida. Sempre esperei o momento em que a DC seria reconhecida pelo público, e essa hora aconteceu com Mulher Maravilha. Portanto, o que fica aqui, é o desejo que este universo de filmes permaneça na fórmula usada em Mulher Maravilha – e que também foi agraciada em Aquaman.

Portanto, reassistir Mulher Maravilha, sem dúvidas, dá um gás para o que vem por aí na versão de Zack Snyder para Liga da Justiça.

Quem diria que a DC ia conseguir seu primeiro sucesso com o primeiro filme de heróis da história protagonizado por uma mulher… Isso sim é #GirlPower! Manda mais DC. A gente agradece…

O filme está disponível na Netflix.

 

 

Nota

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