Crítica: The Old Guard, filme da Netflix, é uma diversão eficiente

Critica The Old Guard

Dando sequencia ao filão de filmes adaptados de obras dos quadrinhos, a Netflix lançou nessa sexta-feira The Old Guard – que é mais um filme que promete ser um grande sucesso da plataforma de streaming. Depois de assistir o longa, me vi divido em como escrever essa review: ou compro o claro propósito do filme que é divertir o seu público ou narrava a minha experiência que tive com ele mediante a expectativa que eu tinha. Escolhi a primeira opção, mas antes vamos a sinopse.

The Old Guard conta a história de um grupo de 4 guerreiros imortais liderados por Andy, personagem de Charlize Theron (sempre com uma presença estonteante em tela). Ao longo dos milênios eles se mantiveram em segredo corrigindo injustiças e alterando o rumo da humanidade. Até que eles são emboscados por um multimilionário de uma indústria farmacêutica, que quer saber o segredo da sua longevidade e, obviamente, lucrar com isso. Paralelo a isso, uma quinta imortal é descoberta e passa a fazer parte do grupo.

Mas funciona?

A primeira coisa a entendermos sobre o filme é que ele será um sucesso, sem dúvidas. Com isso, a segunda é perceber o quanto ele segue a formula de filme que a Netflix vem investindo, com sucesso, atualmente. Apesar das histórias distintas, a estrutura de The Old Guard lembra muito a de 6 Underground e Resgate. Assim, temos um grande nome do cinema estrelando, nesse caso Charlize Theron e nos outros filmes Ryan Reynolds e Chris Hermsworth, respectivamente. Também temos um fiapo de história, podendo ser ela promissora ou não, e muita pancadaria.

Isso é algo ruim? De forma alguma. Pelo contrário, é, antes de tudo, uma tendência do mercado. Esses filmes mais medianos tanto em história como em orçamento, casa perfeitamente com os serviços de streaming, deixando para o cinema os grandes blockbusters, as franquias e os filmes, digamos, mais “cults”. É inegável que esses filmes divertem, e essa parece ser a proposta, mas também é inegável que eles carecem de desenvolvimento, não somente narrativo, mas também de seus personagens.

Diversão garantida

Dito isso, é certo que ao longo das suas duas horas, o filme vai te fisgar com cenas de ação bastante eficientes. A direção de Gina Prince-Bythewood é precisa nas maiorias das cenas e as coreografias das lutas cumprem o seu papel de surpreender o público. Um dos destaques são as cenas passadas em séculos anteriores, apensar de ser flashbacks curtos, é perceptível o esforço da produção em ser crível e retratar bem aqueles tempos.

Apesar da história não ser muito redonda, ela é “arrumadinha”, explico. A personagem Nile, a imortal mais nova, tem como função ser a plateia, os espectadores. É através dela que fazemos todas as perguntas e obtivemos a maioria das respostas. É didatismo? Sim, mas longe de ser ineficiente. Obviamente, por se descobrir imortal e ter que deixar a sua família a personagem teria um potencial dramático interessante. Contudo, esse não é nem o foco, nem o forte do filme.

O elenco também não compromete. Claro que a falta de desenvolvimento não exige muito da maioria deles, mas ainda assim, todos estão bem nos seus papéis. No entanto, o ponto negativo fica por conta de Harry Melling, sim o primo do Harry Potter, que se está totalmente canastrão. O destaque, como não poderia deixar de ser, é a Charlize Theron que demonstra eficiência em todas as passagens do filme.

Conclusão

Divertido, por vezes frenético e eficiente, o filme entrega aquilo que a maioria do público espera dele. Ainda que a história tivesse um maior potencial, a ação competente rouba a cena. É uma produção para relaxar numa tarde de sábado, comer pipoca, já que não vai exigir muito de você. Ah, e a sequencia já está engatilhada na história, só dependendo do aval da dona Netflix, o que não vai ser difícil.

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