Deadpool: tudo o que sabemos sobre o terceiro filme

Deadpool

Era questão de tempo. Com uma franquia tão lucrativa e popular nas mãos, não tardaria para que a Marvel, sob o domínio da Disney, assumisse uma continuação de Deadpool. A demora na oficialização do terceiro filme pode ser explicada de várias formas, e uma delas é o estilo desbocado e violentíssimo do herói, que pouco combina com o cinema lavado do estúdio

A história solo do Deadpool começou em 2016, na Fox, quando Ryan Reynolds juntou uma galera amiga para fazer um filme “sério” do personagem. As aspas na palavra sério são óbvias, já que o longa é puro deboche. Mas o objetivo era muito claro: criar um projeto bem elaborado e que respeitasse as raízes do anti-herói. Tudo com a classificação indicativa nas alturas, é claro.

A sequência veio dois anos depois e não obteve a mesma aprovação do anterior, ainda que tenha feito bonito nas bilheterias. O peso da ganância ainda rendeu um versão estendida e uma liberada para o público mais jovem. Bobagem tremenda que ajudou a colocar a franquia em repouso. Uma complicada transição da Fox para a Disney só azedou ainda mais os planejamentos.

Datas e equipe: tudo incerto!

Mas calma lá, pequeno gafanhoto. Nada é oficial de verdade. Mas agora que o filme está na Casa das Ideias, o que pode acontecer? Podemos demorar para descobrir, já que não existe data de estreia.

O time por trás do novo filme, entretanto, pode não ser o mesmo. Os roteiristas originais estão fora, e dois novos nomes já estão envolvidos. Reynolds pode participar da escrita, como fez no segundo capítulo, o que pode garantir o mesmo espírito dos títulos prévios. Na cadeira do diretor tudo indica mudança: David Leitch não deve voltar e o cargo está temporariamente aberto.

E o elenco?

Ora, Reynolds retorna. E isso é tudo o que você precisa saber. Josh Brolin e Zazie Beetz, embora funcionem muitíssimo bem no segundo longa, não estão confirmados. A esta altura, é mais fácil que o taxista retorne, ou a cega companheira de quarto de Wade.

Não espere ver os rostos dos Vingadores, entretanto. Tudo indica que a classificação indicativa continuará alta, com toda a violência e palavrões possíveis. É bem provável que a Marvel não queira macular suas franquias com tamanha “sujeira”.

Como encaixar o Deadpool em todo o resto?

Esta é a pergunta mais fácil de todas. Deadpool é tão debochado e desprendido de um contexto maior, que será muito fácil lidar com um universo de Vingadores e super-vilões. Veja como o roteiro lidou com os X-Men, por exemplo. A presença – ou a falta dela – dos mutantes foi motivo de piada em vários pontos do roteiro.

Deadpool, portanto, não precisa de terceiros para brilhar. Egocêntrico, pode funcionar sem o apoio de nenhum Capitão América. Espere inúmeras gags e referências, mas não crie expectativas que vão além disso. Deadpool está em uma nova casa, mas ele ainda dorme do lado de fora.

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