Em Algum Lugar do Passado: filme que amamos no passado, presente e futuro

Em algum lugar do passado

Um clássico atemporal

Em Algum Lugar do Passado está em cartaz hoje, na nossa Na Época do VHS. E vou lhe dizer o porquê.

Sabe aquele filme que a gente assiste um milhão de vezes e nunca cansa? Pode ser um filme de aventura. Um romance “água com açúcar”. Ou aquela comédia que te faz rir das mesmas piadas. Não importa quantas vezes você tenha visto, e até mesmo já sabe as falas e as cenas que se seguem tim-tim por tim-tim? Aquele filme amorzinho, que mora no seu coração e te remete ao passado, te fazendo sentir com a idade que você tinha quando assistiu pela primeira vez…

No meu caso, dentre tantos outros filmes, estou falando de um, em específico, que tem cheiro e gosto de adolescência e clima de conto de fadas. Que te faz acreditar que tudo é possível. Bem, esse filme é Em Algum Lugar do Passado” (“Somewhere in Time”, 1980).

A obra

Dirigido por Jeannot Szwarc, o filme é baseado no romance de Richard Matheson. A história foi originalmente publicado com o título de Bid Time Return em 1975 e mais tarde republicado como Somewhere in Time.

O filme é estrelado por Christopher Reeve, Jane Seymour e Christopher Plummer. Foi indicado ao Oscar de melhor figurino: Jean-Pierre Dorleac (1980) e Globo de Ouro de melhor trilha sonora: John Barry (1981).

Aliás, a trilha sonora é um capítulo à parte. Como não se emocionar com “Rapsódia sobre um Tema de Paganini” (composta por Rachmaninov) quando os olhares dos personagens principais se cruzam e em todos os momentos românticos e adocicados que nos fazem chorar e sonhar com uma história de amor perfeita como aquela?

História de amor perfeita com um final feliz?

Não sem antes passar por alguns percalços e armadilhas do destino! Clichê? Sim, por favor!

Tudo começa quando o personagem de Christopher Reeve, Richard Collier, um jovem dramaturgo que faz sucesso com sua primeira peça teatral, em 1972, é abordado por um idosa, nos bastidores, que lhe entrega um relógio de bolso e diz uma simples frase “Volte para mim”. A frase é sem sentido algum para Richard na época. Passam-se 8 anos depois do ocorrido e Richard faz uma viagem de férias e se hospeda em um luxuoso hotel antigo e, enquanto visita o museu do hotel, se depara com uma foto de uma mulher que fora atriz e tinha se apresentado por lá. Elisa Mckenna (Seymour) é a atriz do retrato.

Collier fica tão encantado pela mulher na foto que se sente perdidamente apaixonado e obcecado em saber quem ela é. Acontece que a foto é de 1912 e ninguém mais sabe sobre ela. É, então, que Richard começa a pesquisar sobre Mckenna e descobre que ela era aquela senhora de 8 anos atrás, que havia lhe dito aquela frase enigmática e lhe dado o relógio de bolso.

Em busca do seu amor

Começa, assim, a busca de Richard pelo sentido daquilo tudo e a vontade crescente de se encontrar com ela, pois ele sente que a ama e que, de alguma forma, eles nasceram um para o outro. Além disso, que ela pode ser o seu verdadeiro amor.

Infelizmente, ele se depara com a notícia de que ela havia morrido naquela noite mesmo, após o encontro deles no teatro e descobre que ela nunca havia se separado daquele relógio e que tinha livros sobre viagem no tempo.

Collier começa a buscar informações sobre viagem no tempo e conversa com um antigo professor seu, Dr. Gerald Finney, que escreveu sobre tal viagem por meio de uma projeção hipnótica.

Voltando para o passado

Mesmo tendo o relato de fracasso por parte do professor, Richard resolve fazer o experimento. É então que consegue realmente se “transportar” para 1912, quando encontra sua amada. Tudo ocorre como deveria, embora com muitas interferências do agente de Elisa, o sr. William Fawcett Robinson; interpretado pelo grandioso Christopher Plummer.

Claro que o final feliz dos amantes fica ameaçado e o pior acontece. Richard, após lutar por seu amor e pensar que vai ficar ao lado dela para sempre, infelizmente olha um objeto, uma moeda de 1979, que “estraga”, por assim dizer, sua viagem ao passado e ele, imediatamente, retorna ao seu ano de 1980.

Desesperado para voltar, Richard tenta a hipnose, porém, desta vez, sem sucesso. Quando a gente pensa que tudo foi em vão e que a linda história de amor não teve seu final feliz, eis que acontece a morte de Richard. Talvez por desgosto. Em meio às lágrimas – pelo menos eu chorei e ainda choro muito assistindo à esse filme e a música de Rachmaninov ao fundo, Collier vê uma luz e seu amor, Elisa, do outro lado. Finalizando, assim, a história de amor verdadeiro e conto de fadas de que o amor é eterno e, mesmo além morte, temos o nosso tão esperado final feliz!

Recepção da crítica

À época de seu lançamento, as críticas foram muito desfavoráveis e o filme chegou a ser ridicularizado. Não teve uma divulgação, já que houve uma greve dos atores. Jane Seymour chegou a comentar sobre o ocorrido:

“Foi apenas um pequeno filme… The Blues Brothers (no Brasil, “Os Irmão Cara de Pau”) saíram na mesma semana e tinham um orçamento de US$4 milhões, por isso a Universal não o apoiou. Também houve uma greve dos atores, então Chris [Reeve] e eu não tivemos permissão para divulgar o filme. E eles mal divulgaram porque acho que ninguém realmente acreditava nele”.

Lembrando que nem sempre a crítica especializada tem razão e o filme se tornou um clássico cult, tendo fãs pelo mundo inteiro. Segundo o wikipedia:

“A International Network of Somewhere In Time Enthusiasts (I.N.S.I.T.E.), um fã-clube oficial, foi formada em 1990 e continua a se reunir regularmente. Durante o mês de outubro, o Grand Hotel realiza um fim de semana de “Somewhere in Time” que o clube usa para uma convenção anual de eventos como uma exibição em tela grande do filme, discussões em painel com algumas das celebridades do filme e equipe, e um baile à fantasia de membros vestidos em trajes eduardianos.”

É por todos esses motivos e por ser um filme comovente, do jeitinho que os mais românticos amam, que eu super recomendo!

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