Especial: Halloween, por dentro da franquia!

No mês do terror, nada melhor do que trazermos uma das mais clássicas e célebres franquias do gênero e logo uma que leva o nome de uma data tão aclamada: Halloween.

Aqui vamos falar um pouco dessa longínqua e tão amada franquia e trazer uma breve review do primeiro filme de 1978 que já se tornou um clássico. E não apenas isso, vamos utilizar todo esse mês de Outubro para trazer as críticas das outras 8 continuações diretas (ou não, explico mais tarde rs) do filme original (fãs do remake de 2007, favor não tumultuar).

Por dentro da franquia

Como tantas outras franquias de terror Halloween também tem a linha do tempo totalmente bagunçada. É aquilo de sempre: um filme é lançado e faz um estrondoso e inesperado sucesso. Com isso, o estúdio tenta espremer o máximo para tirar a maior quantidade de lucro possível disso. Halloween não fugiu a regra, são 11 filmes, 6 continuações, 2 continuações que ignora continuações anteriores e 1 remake com sequência. Ou seja, é muita coisa. Ainda assim, a franquia conseguiu atravessar diversas gerações, afinal são 42 anos, e mesmo com produções de qualidade bem duvidosa, se mantém viva até os dias de hoje.

Muito se discute qual seria o primeiro filme do subgênero slasher, que são aqueles, basicamente, em que temos um assassino psicopata que mata de forma aleatória e também são filmes de baixo orçamento. Apesar de termos o excepcional O Massacre da Serra Elétrica em 1974, é inegável a popularidade trazida ao gênero por Halloween e o seu grande vilão: o melhor de todos Michael Myers.

Jason Voorhees, Ghostface, Freddy Krueger, de todos os vilões assassinos conhecidos, pode ter certeza, Michael Myers é o pai de todos eles e também o meu preferido. O que eu mais gosto no personagem é a áurea de mistério e a ausência de mitologia em torno dele. Afinal, o que ele é? Um humano? Um ser? Como ele sobreviveu tantas e tantas vezes? Apesar de alguns filmes trazerem um pouco mais de profundidade ao personagem, a sua verdadeira origem e a explicação para muitas de suas “escapadas” sempre foram um mistério. E essa pegada de anormalidade eu acho incrivelmente deliciosa.

Depois desse panorama, sem muitos spoilers vai, geral da franquia. Vamos falar um pouquinho do primeiro, e hoje clássico, filme?

Halloween – A Noite do Terror (1978)

Entendo que a maior e mais marcante característica que podemos falar sobreo filme de 1978 é o quanto ele envelheceu bem. E envelhecer bem no mundo da sétima arte é extremamente difícil. Com o passar do tempo as tecnologias se renovam, assim como as narrativas. E, obviamente, temos o impacto da contemporaneidade, assim sendo, é fácil um filme se tornar datado.

Felizmente não é o que ocorre aqui. Halloween continua com uma narrativa totalmente envolvente, uma atmosfera horripilante e sustos que ainda funcionam. As coisas já vão dando certo desde a introdução do filme que possui um dos melhores prólogos que eu já vi na minha vida. Na abertura temos o pequeno Michael Myers de apenas 6 anos que, inexplicavelmente, na noite do Halloween mata a sua irmã a facadas.

Simples assim, sem explicações, sem motivos e sem justificativas. E assim, nascia um dos maiores assassinos da história do cinema. É justamente sobre isso que eu falei acima, a ausência de história entorno do Michael instiga, algumas sequencias até tentaram justificar as suas ações, mas o atual cânone oficial (falaremos dele conforme as reviews) apaga tudo isso.

Porque é tão bom?

O filme é muito redondo. A história flui muito bem e a sua narrativa prende muito a nossa atenção. O tempo passa e você nem percebe, porque nenhum dos atos do filme é arrastado. Toda atmosfera é extremamente bem construída. Conforme a noite de Halloween vai chegando e Michael vai aparecendo pela cidade, vamos criando aquela tensão e ficamos na ansiedade porque algo que sabemos que vi acontecer. Carpenter é muito feliz na sua direção, principalmente nessas cenas, e a ausência de jumpscares ou sustos baratos aumente e muito a qualidade do longa.

O elenco, basicamente, gira em torno de duas pessoas: Laurie e o Dr. Loomis (Michael não conta porque o ator não é lá muito exigido) e ambos possuem uma excelente performance. O grande destaque, como não poderia deixar de ser, fica com a Jamie Lee Curtis que traz toda uma delicadeza a sua protagonista, mas que quando necessário demonstra uma força assustadora. Também pudera né, a atriz é filha de ninguém menos que Janet Leigh a grande “scream queen” de Psicose.

Outro fator absurdamente genial do filme e que eu, vergonhosamente, só vim reparar na terceira fez que assisti é a ausência de sangue. Um filme de terror, slasher, sem sangue? Halloween não precisa disso para assustar, chocar ou prender seu espectador. Tudo é muito bem construído e posicionado e digo com tranquilidade que causa muito mais medo do que qualquer excesso de sangue ou computação gráfica.

Conclusão

Não são muitas as franquias que merecem ser revisitadas periodicamente, Halloween é tranquilamente uma delas. O filme mora no meu e no coração de muitos, porque conta de sua narrativa ágil, atmosfera assustadora e, provavelmente, o mais genial de tudo: a trilha sonora minimalista de John Carpenter. Todos os filmes estão disponíveis no Prime Video e os próximos filmes já possuem data de lançamento engatilhadas. Merece e muito ser visto!

Gostou desta matéria? Deixe nos comentários e, além disso, continue acompanhando as novidades do mundo dos filmes aqui no Mix de Filmes.

Igualmente, nos acompanhe em nossas redes sociais: Instagram e Twitter.

Nota

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *