Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers (1988)

Relembre Halloween 4

Depois da malfadada ideia de transformar Halloween numa franquia antológica (que continua sendo uma ideia excelente, mas que foi totalmente mal executada), o quarto filme da franquia volta ao mundo em que conhecemos. Portanto, traz de volta o nosso amado vilão: Michael Myers. Aqui temos a continuação do embate entre Michael e o Dr. Loomis e não temos a presença de Laurie Strode, considerando que Jamie Lee Curtis se recusou a voltar a franquia.

O filme se passa 10 anos após o original e, dessa forma, segue os acontecimentos finais do segundo filme. Michael Myers, que parecia estar catatônico após ter sobrevivido a explosão do hospital, foge ao descobrir que tem uma sobrinha. A garota, que tem uma nova família, tem pesadelos com o tio, que quer matá-la.

É uma sinopse nada muito inovadora, não é mesmo? E fica claro que o objetivo aqui é se agarrar a tudo que restou da história (que não é muita coisa) para poder dar vida a franquia e, consequentemente, lucrar com ela. Entretanto, Halloween 4 tem significativos pontos positivos e vamos falar sobre eles.

O que funciona?

A direção do filme é muito inventiva. Depois do clássico de 1978 que conseguiu assustar apenas com a criação de uma atmosfera de medo e perigo, o segundo filme usou e abusou do sangue, das mortes grotescas querendo chocar visualmente. Aqui no quarto filme temos um trabalho muito bem executado com a sugestão das coisas.

Nem sempre temos Michael Myers brandindo o seu tão famoso facão, mas sabemos que ele está lá. Sabemos que ele matou aqueles personagens. E o mais bacana envolvendo tudo que é que durante todo o primeiro e uma parte do segundo ato do filme esse clima sugestivo é ainda maior para os personagens. Há a desconfiança de se é Michael Myers aterrorizando por onde passa ou não, considerando o estado físico em que ele se encontrava. Essa é uma certeza que nos, como audiência, temos, mas que não fica claro para os personagens.

O único personagem que sabe que se trata de Myers é o Dr. Loomis, interpretado por Donald Pleasence. Que também sobreviveu a explosão no final do segundo filme. Considerando a ideia e todos os traumas que presencial, o personagem é tido como louco e demoram a acreditar nele.

Michael Myers

Já havia abordado em reviews dos filmes anteriores, que muito do sucesso de Halloween e de seu vilão se deve a áurea de mistério que sempre cercou o personagem. Nunca houve nenhuma preocupação em dar maiores detalhes sobre a capacidade de sobrevivência de Michael (muitas das formas, totalmente absurdas) e os fãs da franquia sempre aceitaram isso de bom grado.

Aqui nos temos dois cenas bem bacanas que falam mais sobre esse aspecto do personagem. A primeira é a cena da delegacia onde acontece uma verdadeira chacina, com muitos mortos e que ninguém consegue explicar como Myers conseguiu entrar ali e fazer tudo aquilo. A segunda é quando Michael é avistado pela primeira vez na casa e sobre a inteligência do personagem em trocar de lugar com outro para não chamar atenções indevidas antes da hora. Isso prova que existe racionalidade no vilão e é muito bacana perceber isso.

Conclusão

Pouquíssimos filmes conseguem ser melhores que o seu antecessor e uma quarta sequência conseguir isso é um feito e tanto. Por todo o seu resgate de atmosfera do filme original e da direção bem sucedida Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers supera o segundo file e com uma certa folga. Ainda que não tenhamos Laurie e todo o estonteante talento de Jamie Lee Curtis, o filme consegue entregar uma boa história. E o final… me incomoda um pouco, mas não deixa de ser surpreendente. Até breve 😉

 

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Nota

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