Halloween 6 – A Última Vingança (1995)

Aqui a vaca foi para o brejo!

Um dos diversos motivos pelos quais eu sempre fui apaixonado pela franquia Halloween, foi o fato de apesar de ser uma franquia com mais de 10 filmes, e se comparada com muitas outras, ela sempre manteve um elogiável nível de qualidade. Entretanto, sempre existe um ponto fora da curva não é mesmo? Na franquia, esse ponto de chama Halloween 6 – A Última Vingança.

Como sempre, a pré-produção do filme foi um verdadeiro barraco. Houve troca de estúdio, os direitos da franquia foram comprados e até mesmo, apesar de nunca ter sido oficialmente contrato, o Tarantino (sim, esse mesmo, o Quentin), esteve envolvido no desenvolvimento de um dos filmes pensados. É aquele projeto natimorto, que não tem como dar certo. E assim foi feito!

É até difícil entender e tentar explicar o que aconteceu aqui. Muitos criticam o filme anterior, porque os elementos que foram trabalhados aqui foram apresentados nele. Contudo, Halloween 5 passa longe da tragédia que é este filme. Uma confusão, uma verdadeira colcha de retalhos, uma salada muito, mas muito mal servida. A trama se passa 6 anos após o filme anterior e trás Michael, mais uma vez, atrás da sua sobrinha Jamie que agora tem um filho recém nascido (!!!). Além disso, somos apresentados a tios e primos do assassino (!!!), que hora, vejam só, estão morando na antiga casa de Myers.

O que dá errado?

Tudo. E não vai ter jeito, aqui terá spoilers. A conexão com o filme anterior é pelos nomes, apenas, porque nada é mostrado ou explicado do que aconteceu com a Jamie que era apenas uma criança no final do filme anterior, quando ela e Michael somem da delegacia. 6 anos depois a personagem me aparece bem mais velha, mas tipo, bem mais velha, grávida (!!!) e nas mãos de uma seita adoradora do Michael Myers e que, porcamente, tenta explicar a origem dos poderes e imortalidade do personagem. É de chorar.

Toda a parte envolvendo a seita e os seguidores do Myers é risível. Para completar a confusão eles envolvem runas antigas e rituais druidas, na tentativa de dar profundidade a história apenas jogando informações para a plateia. Não há o mínimo do desenvolvimento da história, nem dos seus personagens… Um dos grandes baratos da franquia e do seu vilão era justamente todo o mistério que o cercava. Não precisávamos de nenhuma explicação ou motivo para as ações de Myers e justamente, por isso, para que não fosse algo que não seja digno do personagem ou que o descaracterizasse. Ver o Michael lá parado, rodeado por um bando de gente e até mesmo cumprindo ordens deles é decepcionante.

O que poderia ter dado certo…

O aspecto mais promissor do filme estava no personagem Tommy, interpretado por Paul Rudd – o Homem Formiga, que hoje em dia, 25 anos depois, continua igualzinho. Tommy era o garoto que a Laurie tomava conta lá no primeiro filme, Halloween de 78. Se a história fosse bem construída, sem toda essa palhaçada druida e tivessem dados camadas ao personagem, seria algo muito bacana. Mostrando os traumas que ele carrega e o desejo de vingança que ele acumulou durante os anos. Mas… o personagem é genérico, jogado na trama, todas as suas ações são convenientes. Uma pena!

Conclusão

Halloween 6 – a Última Vingança é um desastre! De longe o pior filme da franquia e que a enterrou por muito tempo. Maratonar Halloween é muito bom, para ver a evolução (ou não) da história e seus personagens. Se você é fã, recomendo que assista, se não é tão fã assim, pular ele não vai fazer diferença.

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