Halloween II – O Pesadelo Continua (1981)

Halloween II: a trama continua – e o pesadelo também!

E cá estamos para mais uma crítica da franquia Halloween…

Depois do clássico primeiro filme de 78, avançamos para 81 quando estreou o segundo filme da franquia. Carpenter aqui assina a produção e o roteiro do filme junto a Debra Hill, mas recusou a proposta de voltar a direção. Contudo, o diretor deste filme Rick Rosenthal foi uma indicação de Carpenter. Então, vamos entender que está tudo em “casa”.

Suceder um filme de grande sucesso nunca é uma tarefa fácil. Automaticamente as expectativas são altíssimas e as comparações inevitáveis. Agora, imagina suceder um clássico? Se analisarmos Halloween II junto a todos os filmes da franquia ele, facilmente, vai aparecer com diversas qualidades. Entretanto, se o avaliarmos somente como uma sequencia do filme original (o que faremos hoje), vamos perceber que muita coisa não deu certo aqui. Mas vamos por partes… antes vamos a sinopse.

Depois de falhar na tentativa de matar Laurie e levar seis tiros do ex-psiquiatra Sam Loomis, Michael Myers segue-a até o hospital, onde ela foi internada após a tentativa de assassinato. Na busca de terminar o que começou, Myers começa a matança no hospital, a procura de Laurie.

Porque é bom?

Um dos pontos mais positivos dessa sequencia é que ela começa exatamente onde o filme anterior terminou. Seguimos a mesma noite de Halloween e vemos o desenrolar dos acontecimentos a partir de então. Isso dá uma incrível ideia de continuidade e familiaridade, considerando que a identificação com a história é imediata.

Muita coisa do filme original está presente aqui. Apesar da direção não ser do Carpenter, o filme tem muitas das características dele. E isso, principalmente se tratando em questões de filmagem e de narrativa. A visão em primeira pessoa, por exemplo, tão elogiável no primeiro filme continua aqui. Isso rende algumas críticas que alegam que Haloween II é uma cópia sem alma do primeiro filme. Discordo, acho que tudo que se repete aqui não são cópias, mas sim uma continuidade do que o primeiro filme estabeleceu. Tudo isso, no intuito de dar consistência a franquia. E é isso que acontece.

A trilha, por exemplo, continua excelente. O tom minimalista dela é perceptível e mesmo a alteração que teve no tema principal é agradável. Jamie Lee Curtis continua muito bem, ela não tem a mesma garra e força do filme original, mas isso que uma questão de roteiro e não do desempenho da atriz.

O que não funciona tão bem…

O roteiro do filme é bastante problemático em algumas questões. A grande má escolha do filme começa sendo a sua ambientação: o hospital. Ele tá sempre vazio, as pessoas aparecem de forma não orgânica e nos momentos mais “oportuno”, para que a trama seja direcionada para onde o roteiro quer. Ou seja, é tudo muito conveniente! Mas não para por aí, até as próprias ações dos personagens são totalmente questionáveis, porque é perceptível que tudo foi feito para facilitar a história. Isso incomoda porque subestima a inteligência do espectador.

Contudo, a pior decisão dos realizadores nessa sequência foi o sangue. Um elemento totalmente ausente no primeiro filme e que, ainda assim, conseguiu o resultado incrível e assustador. Aqui o sangue é assustadoramente utilizado. A sequência deixa um pouco de lado toda aquela ambientação que fez o filme anterior ser aterrorizante e abraça mais os elementos slasher, focando em mortes chocantes e visualmente pesadas.

Conclusão

Halloween II diverte e é um bom entretenimento, apesar de não possuir o charme do primeiro filme. Se comparado a outros da franquia e a, principalmente, outras sequências do gênero slasher, o filme apresenta uma qualidade considerável. No entendo, como continuação de um clássico ele deixa a desejar.

 

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