Halloween III – A Noite das Bruxas (1985)

Terceira parte de Halloween

Vamos para mais uma review da franquia Halloween? Hoje, falaremos um pouco daquele que não é somente o terceiro filme da saga, mas também o ponto mais fora da curva e mais baixo de toda a franquia.

É complicado taxar um filme como “horrível” ou “o pior de todos”. Mas por mais boa vontade que se tenha ao assistir Halloween III – A Noite das Bruxas, é difícil achar o filme algo menos que sofrível. Sério, é o tipo de produção que precisa melhorar muito para ficar ruim. Vamos abordar um pouco da idealização, construção e produção do filme que já foi problemática. E é aquela máxima: o que começa ruim termina desastrosamente ruim.

Produção conturbada

Após o lançamento de Halloween II – O Pesadelo Continua (que saiu do papel 3 anos após o original por muita pressão do estúdio). Os produtora Debra Hill e John Carpenter disse que somente voltariam para um terceiro filme caso ele não fosse uma sequencia direta do antecessor. Ou seja, nada de Michael Myers. Tanto Carpenter, quanto Hill acreditavam que a franquia tinha potencial para ser uma série de antologia de filmes que girassem em torno do feriado de mesmo nome. Com cada filme possuindo seus próprios personagens, cenários e enredos.

Partindo desse ponto, Carpenter convidou Nigel Kneale, famoso escritor da época, para criar o roteiro do terceiro filme. Anos após o lançamento, em uma entrevista, Kneale disse que a história original do filme focava mais em choques psicológicos e não físicos. Entretanto, o dono dos direitos de distribuição da franquia exigiu que no roteiro fosse incluído mais “sangue coagulado e violência gráfica”. Assim sendo, e apesar de boa parte da história ter sido mantida, o roteirista exigiu que seu nome fosse retirado dos créditos do filme por não concordar com os rumos da trama.

Com isso, Tommy Lee Wallace, que recusou o convite para dirigir o segundo filme, atuou no longo. E além disso, foi responsável por “lapidar” o roteiro . Com isso, Halloween 3 finalmente saiu do papel com 2,5 milhões de dólares de orçamento.

O que deu de errado?

Tudo. Antes vamos a uma breve sinopse: Pouco antes do Halloween o dono de uma loja é brutalmente perseguido e assassinado, misteriosamente. Sua filha e o médico que lhe atendeu, se juntam para investigar a sua morte que pode estar ligada a um bilionário fabricante de máscaras.

O problema é que com esse fiapo de história, o filme tenta enveredar-se numa ficção científica misturada com um terror/horror de gosto duvidoso absurdo. E tudo, atrás ou em frente as câmeras, colaboram para o fiasco que foi o filme. Por outro lado, no roteiro é perceptível as cenas que foram incluídas “a força” para causar choque no espectador. Elas não são cirúrgicas e nem orgânicas, simplesmente aparecem no meio do filme e causam mais estranhamento do que repulso.

Juntamente com a direção, que não é nem um pouco inventiva, e deveria ser, considerando ser um filme que tenta misturar tantos elementos. Mas tudo é básico, a edição não ajuda, assim como a ambientação. Igualmente, ao tempo em que eles mostram a pequena cidade em um tamanho considerável, as vezes ela não passa apenas de uma rua. A montagem do filme é bagunçada e não passa a noção e tempo que deveria. Bem como, o elenco… Ah o elenco! Totalmente sofrível. É difícil imaginar na pós produção do filme, alguém assistindo ele finalizado e decidindo leva-lo aos cinemas, acreditam no sucesso dele.

Conclusão

Halloween III – A Noite das Bruxas, é um horror no pior e mais literal sentido da palavra. Desagrada, com razão, muitos fãs da franquia que reconhecem que o filme não passa apenas de uma tentativa de lucrar em cima da franquia. Tudo no filme é distorcido, tudo é raso. Ele é, completamente, esquecível. Vale pena curiosidade, mas se você deseja se ater apenas aos filmes do Michael Myers não estará perdendo muita coisa.

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Nota

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