Halloween – Ressurreição (2002)

E aqui chegamos a mais um fim de uma série dentro da franquia Halloween. Como vocês sabem a primeira timeline da franquia terminou no pavoroso Halloween 6: A Última Vingança. O filme seguinte, Halloween H20, cria um novo cânone considerando apenas os dois primeiros filmes da franquia. Ressurreição encerra esse segundo cânone e, é uma pena dizer, encerra com chave de latão, não de ouro.

Uma coisa eu assumo: Halloween – Ressurreição é um filme corajoso, porque dentro todos, TODOS, os outros filmes é o único que teve a audácia de fazer Michael matar a Laurie. E não, isso não é um elogio. Laurie e Myers são a antítese um do outro. Eles estão, misticamente, psiquicamente, ou seja lá o que for, ligados. Matar Laurie deveria significar o fim para Michael, afinal, o grande objetivo da vida dele foi alcançado. Aqui, a personagem morre nos primeiros dez minutos de filme, ou seja, é previsível que o resto da projeção seja ladeira abaixo.

O que dá errado?

Na história, participantes de um programa de televisão são levados para passar a noite na casa onde viveu um famoso assassino em série. O que eles não sabem é que ele está de volta e disposto a não deixar ninguém sair com vida do local. Já sentiram o clichê na sinopse, não é? Mas esse não é o único problema. Além da decisão, absurda, de fazer Jamie morrer no começo do filme. O protagonismo é entregue a um bando de personagens insuportáveis, interpretados pelos piores atores possíveis. Sério, eles são tão ruins e com atuações tão bizarras que os gritos dados pela “protagonista” Sarah são dublados. Já que a atriz que a interpretava não tinha a capacidade de gritar. É mole?

O modelo de reality show que, em teoria, devia trazer apreensão considerando a visão de mortes em tempo real não funciona. Pelo contrário, faz rir. A decisão de gravar com a câmera na mão também foi risível. A péssima qualidade da imagem apenas frustra o espectador e em momento nenhuma causa tensão como os envolvidos devem ter achado. Evidentemente, se em um filme de terror/suspensão há uma incapacidade de causar tensão, apreensão e medo em quem assiste ele não vai funciona.

E olha que esse filme foi dirigido por Rick Rosenthal, que dirigiu o notável segundo filme da franquia. Mas, nesses mais de 20 dias, eles deve ter esquecido como se filma uma produção desse gênero. Sua direção é arrastada, com decisões criativas esquisitas e, ouso dizer, pretenciosas. No fim, nada parece funcionar.

Conclusão

Halloween – Ressurreição, encerra essa segunda timeline com um gosto amargo na boca. Laurie não merecia o destino que teve, ainda que Curtis não quisesse estar nos holofotes dessa vez. É um filme de qualidade acima do quinto e do sexto capítulo, por exemplo. Entretanto, isso deve ser uma obrigação e não um mérito. Vejam por sua conta e risco.

 

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Nota

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