O impacto de live-actions nas animações originais

De volta onde tudo começou…

A produção de live-actions vem dominando o mercado do cinema mundial nos últimos anos. Ainda assim, já não é de hoje que as produções reais dos clássicos de animação vem conquistando o público. A primeira produção com este intuito veio a partir da produção de “O Livro da Selva”, em 1994. O filme não foi um grande estouro mas contava com conhecidos nomes na época, como Lena Headey, nossa eterna rainha Cersei de Game of Thrones. Ainda assim, a Disney não desistiu e tentou emplacar uma segunda adaptação em novembro de 1996.

Acredito que, assim como eu, todos devem se lembrar de assistir Os Dálmatas na Sessão da Tarde quando chegava da escola, não é mesmo? A produção trazia ninguém menos que a eterna Cruela, Glenn Close. Seu papel memorável somado a fofura dos Dálmatas correndo por todo o filme traria uma continuação em 2000 de, também, extrema qualidade. Por mais de 10 anos, estas foram nossas referências de live-action no meio cinematográfico, até que em 2010 um novo projeto abriu os olhos do público.

Os fãs de cinema vão a loucura com os live-actions!!!

O anúncio foi feito em 2008, com a Disney escalando Tim Burton para a direção de Alice. Com seu elenco já característico composto por Jhonny Deep e Helena Bonhan Carter, Burton adiciona alguns elementos já conhecidos pelo público para fechar um excelente time de atores. Dentre eles, destacamos o incrível Alan Rickman, nosso eterno professor Snape e Anne Hathaway, a estagiária de moda da Meryl Streep. A bilheteria foi a loucura, rendendo um bilhão de dólares a empresa e consolidando o filme.

Mais um pontapé foi dado com a produção de Alice e, a partir de 2014, cada ano tinha uma produção em live-action anunciada e produzida. Em 2014 tivemos Maleficent com Angelina Jolie arrebentando no papel de sua vilã dramática. Seguimos os anos com produções nem tão evidentes, onde se destacam Cinderella e O Livro da Selva, que agora vinha com uso de tecnologia para acertar os personagens Balu e Baguera, além do vilão Sherikan.

Algumas decepções no meio do caminho

Uma tentativa não tão bem sucedida de Alice foi feita em 2016, contudo, a Disney não conseguiu emplacar tão bem sua continuação. As acusações a Jhonny Deep relacionadas a agressão no mesmo fim de semana da estreia do filme, promoveram um cancelamento em massa do ator e da produção. Tal situação ainda respinga em alguns outros filmes que vemos por aí, como Animais Fantásticos, onde o ator interpreta o vilão Grindelwald.

Os anos seguinte, 2017 e 2018, foram marcados por A Bela e a Fera e Christopher Robin (Pooh). A primeira produção mencionada, conseguiu bons feitos trazendo a excelência em pessoa, Emma Watson, como protagonista. O filme ficou bem consolidado em bilheteria e conquistou a muitos com sua trilha sonora, tendo Ariana Grande e John Legend reproduzindo o grande clássico Beauty and The Beast. Mas foi 2019 que se consolidou com produções já há tempos esperadas.

Um ano que prometeu e cumpriu

Alguns sucessos e outros fracassos, 2019 trouxe as seguintes atrações: Dumbo, Aladdin, O Rei Leão, Malévola 2 e a Dama e o Vagabundo. Não é preciso nem ter sido uma criança fã de Disney para saber que as produções iriam fazer um grande sucesso. Muitas delas realmente foram, contudo, a crítica veio com uma mão pesada para tantas outras. Em uma visão pessoal, acredito que todas tiveram seus valores. Como um grande fã das músicas de Aladdin e o Rei Leão desde pequeno, acredito que foram meus destaques do último ano, mesmo com seus erros pontuais de produção. Me emocionei e diverti muito ao som de clássicos como “Hakuna Matata” e “Um Mundo Ideal”.

Depois dessa intensa cronologia da história de live-actions, nos resta dois comentários breves a respeito do futuro cinematográfico Disney. O primeiro vai de encontro aos rumores das diversas produções que devem sair do papel nos próximos anos. De acordo com a empresa, clássicos como Lilo e Stich, Branca de Neve, O Corcunda de Notre Dame, Robin Hood e A Pequena Sereia estão em estudo.

O que vem por aí??

Mulan e Cruella já são produções confirmadas e aguardadas, sendo que a primeira já vai direto a plataforma digital Disney + nos próximos meses. Essa migração cinematográfica, apesar de não agradar alguns donos de cinema pelo mundo, traduz um pouco do que o serviço de streaming pode acarretar aos cinemas nos próximos anos. Mas isso é uma discussão que ainda não estamos preparados kkk

No geral, as adaptações e live-actions fizeram parte da vida de muitos jovens e adultos do século 21. As crianças que cresceram com os clássicos na década de 80 e 90, agora retornam aos cinemas com o mesmo brilho no olhar em busca de uma nostalgia. Muitos conseguem suprir esse sentimento tão nutritivo que vamos construindo com o tempo. Outros, é melhor esquecer e virar a página, pois há muito vindo por aí…

E vocês, o que acham das produções da Disney?? Ficou faltando alguma que não lembrei por aqui?? Deixe nos comentários e, além disso, continue acompanhando as novidades do mundo dos filmes aqui no Mix de Filmes.

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