Os 7 melhores filmes baseados na obra de Stephen King

Stephen King

Na semana em que Stephen King comemora 73 anos, fizemos uma lista especial em homenagem ao rei do horror. São sete das melhores adaptações baseadas em suas histórias. Com mais de sessenta romances publicados e uma contagem enorme de contos, King já viu suas obras virarem filmes, séries, curtas, especiais, peças, HQs e basicamente tudo mais que você consegue imaginar.

Então, pega a pipoca, os livros, aproveita que o mês do horror está chegando e dá uma olhada nessas 7 dicas incríveis com os melhores filmes baseados na obra de Stephen King.

 

Conta Comigo

Stephen King conta que foi convidado por Rob Reiner para assistir Conta Comigo em um cinema, antes do lançamento, para conferir o resultado. O autor conta que estava desacreditado, pouco empolgado depois de tantas adaptações ruins que já se amontoavam na década de oitenta. King contato, entretanto, que chegou ao fim da exibição em prantos, acreditando ter visto a melhor adaptação de sua obra.

E o mestre está certo: Conta Comigo não só é a melhor adaptação de uma de suas histórias como também é um dos grandes filmes do Cinema. Nostálgico, como toda boa história de King, o filme acompanha um grupo de garotos que resolve procurar o cadáver de um menino desaparecido. À beira dos trilhos, no bosque e por alguns dias, os amigos vivem não uma mera aventura, mas um dos momentos mais sublimes de suas vidas.

Louca Obsessão

Em Louca Obsessão, também de Rob Reiner, que comandou Conta Comigo, o perigo não é sobrenatural. Aqui, King executa uma de suas melhores artimanhas: aterrorizar usando a deturpada mente humana. Nada de monstros, fantasmas ou acontecimentos inexplicáveis. Desta vez a ameaça é uma enfermeira, Annie, a fã número 1 de um famoso escritor.

Na trama, Paul Sheldon sofre um grave acidente de carro e é resgatado por Annie, que o leva para casa e o ajuda na recuperação. Não demora para que a mulher mostre sua verdadeira face – e seus desejos para a nova história do escritor. É um show de atuação de James Caan e, principalmente, Kathy Bates, vencedora do Oscar pelo papel. Para ficar na memória: a cena da marreta. Você sabe de qual estou falando.

Um Sonho de Liberdade

O caso de Um Sonho de Liberdade é curioso. Frank Darabont, que assina o roteiro e dirige o drama, era pouco ou nada conhecido na época. Conseguiu os direitos do conto (que aparece na coletânea Quatro Estações) e levou a história às telas. Com pouco dinheiro, mas com ótimo elenco, Um Sonho de Liberdade foi um fracasso de bilheteria. O que resgatou o projeto – e a carreira do diretor – foram as sete indicações ao Oscar daquele ano e um sucesso surpreendente em home video e TV à cabo.

Com o tempo, Um Sonho de Liberdade se tornou um favorito do público. No IMDb, o maior portal sobre cinema da internet, o filme é o número 1 do ranking que leva as notas do público em consideração. Hoje é um clássico, é um dos favoritos do próprio King. Assim como Conta Comigo, não possui nenhum elemento sobrenatural e revela os incríveis talentos dramáticos do autor.

À Espera de um Milagre

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas no caso de Frank Darabont, cai sim. Depois do sucesso de Um Sonho de Liberdade, o cineasta escolheu outra história de Stephen King que se passa nos corredores de uma prisão. Neste caso, um corredor específico: a Milha Verde. No drama com Tom Hanks e indicado a 4 Oscar (incluindo Melhor Filme), acompanhamos a história de Paul Edgecombe, guarda no corredor da morte que tem a vida sacudida com a chegada de um detento: o enorme John Coffey, que parece ter poderes sobrenaturais.

O melhor e mais maduro livro de King rende uma das melhores adaptações já feitas de sua obra. Estando entre os melhores filmes de 1999 (que conta com Matrix, Beleza Americana, O Sexto Sentido e muitos outros), À Espera de um Milagre é um drama emocionante, mas que nunca cai na pieguice. Depois de apostar na violência, no sangue e nos sustos, King enxerga a bondade e a humanidade no ambiente mais improvável e nas pessoas mais impensáveis: condenados a poucos passos da morte.

Lembranças de um Verão

Note que a nostalgia é fator recorrente na obra de Stephen King. Seja em obras clássicas, como IT, ou recentes, como Revival Novembro de 63, a nostalgia tem papel importante em quase todas as suas histórias. E é este sentimento que move Lembranças de um Verão, filme pouco visto que traz Anthony Hopkins em uma de suas melhores atuações.

Na trama, um senhor misterioso aluga um quarto na casa em que vivem uma jovem mulher e seu filho. O velho pede que o menino o ajude em algumas tarefas, como ler o jornal. Aos poucos, surge uma amizade entre os dois, e ambos acabam aprendendo muito um com o outro, enquanto ameaças desconhecidas se aproximam. Lembranças de um Verão é outro tipo de história que King é especialista: dramas potentes, com forte carga emocional e uma minúscula pitada de ficção sobrenatural. O resultado, logo, é uma joia desconhecida que aquece o coração e merece reconhecimento.

O Nevoeiro

Terceira adaptação de King comandada por Frank Darabont, O Nevoeiro é uma irretocável homenagem ao cinema B, de monstros e violência. Sendo a melhor adaptação de uma história de horror do mestre do Maine. O filme, lançado em 2007, marca Darabont como o especialista nas obras do autor (posto que vem sendo disputado por Mike Flanagan). Na trama, um nevoeiro denso e constante ameaça uma cidade, enquanto um grupo de desconhecidos fica preso em um mercado e conhece os perigos que a névoa esconde.

Com pouquíssima grana e muito talento nas câmeras e no elenco, O Nevoeiro é um novo clássico do gênero que merece atenção. Darabont acerta onde vários já erraram ao levar King às telas. O importante é dar atenção aos personagens e seus dilemas, não aos monstros. As criaturas e os sustos são importantes, mas não é o que move a trama, tampouco o que fica na memória. O que marca é o final, arrasador, que só tem o peso que tem porque nos importamos com cada um daqueles personagens.

Doutor Sono

Doutor Sono é melhor que O Iluminado, de Stanley Kubrick? Não. Como filme, o clássico com Jack Nicholson é claramente superior. Como adaptação, entretanto, o horror oitentista deixa a desejar. Quem é fã de King e do livro sabe que o autor não aprova a adaptação. Além disso, Kubrick realmente desvia muito do material original. Embora seja um excelente filme de horror, é uma adaptação pouco fiel – e um tanto desrespeitosa.

Doutro Sono, por outro lado, é um excelente filme que também é uma ótima adaptação. Nas mãos de Mike Flanagan, um dos melhores diretores de horror da atualidade, o filme tem peso dramático, qualidade visual e ainda faz uma belíssima ponte entre os dois clássicos: o de King e o de Kubrick, conciliando dois mundos que, por décadas, passaram separados. Aqui, Ewan McGregor vive a versão adulta de Danny Torrence, lidando com os fantasma do passados e do Overlook, que teimam em aparecer.

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