Sexta do Terror: #Alive (2020)

#Alive

Sexta do Terror analisa recente filme, #Alive

A coluna dessa semana traz um lançamento quentíssimo da Netflix: #Alive. filme chegou aos cinemas sul coreanos em junho desse ano (sim, junho) e garantiu a sua distribuição internacional pela gigante de streaming.

O filme tem a simples e tão conhecida premissa, onde um vírus desconhecimento contamina a população transformando as pessoas em zumbis. Ao se tornarem agressivos, os infectados atacam os outros e quem é mordido ou arranhado também é contaminado e segue o baile. Ou seja nada novo, afinal, zumbis são fontes de lucro e inspiração nas mais diversas artes a bastante tempo.

Aqui nós vamos acompanhar o Joon-woo, que é interpretado pelo ator Yoo Ah-In, que participou do excelente filme: Em Chamas. Sozinho em casa jogando videogame , ele vê pela TV que um vírus está infectando a população. Sem nenhum contato com a sua família e com pouca comida e água, vamos acompanhar a luta do personagem por sobrevivência.

Por que #Alive é tão bom?

#Alive tem uma ação mais… “passiva” (se é que isso existe). Na primeira crítica da coluna, que foi a de Madrugada dos Mortos, eu elogiei o fato do filme concentrar a maioria da sua narrativa numa única locação. Aqui acontece a mesma coisa, mas vai além: a quantidade de personagens é extremamente enxuta, havendo apenas dois personagens principais, sendo que um deles aparece após a metade do filme.

E isso trás um muito bem vindo frescor narrativo a obra. Não temos muitos personagens para desenvolver ou várias coisas acontecendo ao mesmo tempo. E sim, um enfoque no crescimento de um personagem que inicia muito pequeno e desinteressante, mas que logo cresce dentro da trama. Acompanhamos a tentativa de sobrevivência do personagem principal, ao passo em que descobrimos um pouco mais do seu passado. O mais interessante é que fica evidenciado a falta de profundidade do personagem e como ele vai amadurecendo durante o filme.

Com isso, poucas peças e todas bem posicionadas, quase tudo funciona muito bem. A segunda protagonista que aparece no meio da projeção, faz um belo contraponto com o outro personagem, mas a química entre eles é incrível. O filme também trabalha muito bem o efeito da passagem de tempo. E isso, claro, não deixa com a aparência de que tudo é corrido, mas sim, muito orgânico.

O que não funciona tão bem?

 O terceiro ato do filme me incomodou um pouco. Não quero dar spoiler, mas quando os dois protagonistas de juntam ele encontram um outro personagem e acontece algo que não agregou muito a trama. Entendo, que talvez a intenção dos realizadores seja colocar um pouco de dilema e discurso moral aqui, mas, ainda assim, tudo ficou com o aspecto de “jogado”.

Conclusão

#Alive, tem um premissa que todos nós conhecemos. Contudo, o seu modo de contar essa história é o grande trunfo do filme. Aqui temos um filme enxuto, redondo e que funciona muito bem. Além disso, não é um longa somente para quem é fã do subgênero de zumbis, mas também para aqueles que somente gostam de uma ação/terror no fim de semana. Vale conferir, até a semana que vem 😉

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