Sexta do Terror: Frankenstein (1931)

Relembre Frankestein 

A coluna dessa semana vai láááá para os anos 30 (permanecerá aqui por um tempo)! Era de Ouro dos filmes de monstros, os primeiros filmes de personagens tão icônicos e amados e que conhecemos até hoje. Já abordamos aqui no Sexta de Terror um desses clássicos: O Homem Invisível. Nessa semana, vamos falar sobre outro titã, Frankenstein, e como o filme deixa os maniqueísmos de lado para contar uma excelente história.

Antes, e ainda que a história seja amplamente conhecida, vamos a uma sinopse: Henry Frankenstein, um cientista louco, vagueia à noite pelo cemitério procurando membros de diversos cadáveres para costurá-los e formar um único homem, mas para dar vida a este ser monstruoso, um cérebro é necessário. Após uma confusão de Fritz, seu assistente, ele acaba colocando na criatura um cérebro criminoso. Mesmo com sua família e amigos tentando fazê-lo desistir deste experimento, Henry infunde vida na criatura, que escapa para a cidade e começa a causar estragos.

Porque é bom?

O aspecto mais interessante sobre Frankenstein é como o personagem título é trabalhado. Aqui não temos uma máquina compulsória de matar, apenas. Temos uma criatura criada por métodos totalmente condenáveis, que não tem a mínima noção do que é e de onde está inserido. Assim sendo, o filme, é mais um que aborda a máxima de que os humanos temem e querem destruir aquilo que eles, simplesmente, não entendem. Porque é tão difícil tentar entender o diferente?

O tratamento que o roteiro da ao seu protagonista é excepcional. Não que o “monstro” não tenha feito as suas vítimas, porque fez e muito. Entretanto, a forma como tudo acontece, o ponto de vista do Frankenstein nisso tudo, a ação e, principalmente, reação dele aos acontecimentos é muito bem contato. A polêmica cena da menina Maria (que foi banida de vários lugares por anos), é o perfeito exemplo disso. Frankenstein, para fazer o que fez, seguiu a lógica que ele entendia. Que culminou numa tragédia, é verdade, mas essa nunca foi a intenção dele.

E tudo isso traz uma profundidade fantástica para o filme. O primeiro rascunho do roteiro de Frankenstein era bem diferente de como foi o filme, já que ele trazia o personagem, de fato, como uma simples máquina de matar, um monstro sedento de sangue.  O personagem, inclusive, seria interpretado por Bela Lugosi que já tinha interpretado o Drácula naquele ano. Entretanto, após a entrada do diretor James Whale no projeto tudo mudou e o filme se tornou a preciosidade que conhecemos.

Conclusão

Frankenstein é incrível. Assusta e entristece o coração nas mesmas medidas. A profundidade do roteiro e a mão firme da direção são excelentes e merecem muito destaque! Ele só não é meu filme de monstro preferido porque, felizmente, Drácula existe… mas olha, ele ficou bem perto disso viu? Vale a conferida 😉

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Nota

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