Sexta do Terror: Hereditário (2018)

Hereditário

 

Hereditário: um clássico contemporâneo

A coluna dessa semana pousa em 2018 para falar sobre um dos melhores filme de terror não somente daquele ano, como também, da década inteira: Hereditário. O debut do diretor Ari Aster em Hollywood rendeu excelentes críticas a ele, seus intérpretes e foi considerado o filme mais assustador daquele ano, merecidamente. Mas o que ele tem de tão especial?

Atualmente os filmes do gênero usam e abusam dos jumpsacres ou do CGI para causar espanto do espectador. O horror gráfico que choca e enoja (ás vezes, né) ou os sustos rápidos com o aumento surpresa da trilha sonora, viraram muletas para os realizadores atuais colocar nos seus filmes. Que em nada lembra as produções de antigamente, que com uma atmosfera de medo e apreensão bem construída, nos deixavam pensando no filme por dias antes de dormir, como, por exemplo, O Bebê de Rosemary ou Halloween. Hereditário resgata isso do passado e alinha com as inovações modernas numa trama assustadora em todos os sentidos.

Porque é tão bom?

Antes, vamos a uma sinopse: Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse uma sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta, Charlie. Por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta de suas vidas, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram. Nada demais não é? Esse é o barato de Hereditário, o filme inova com a sua narrativa, em cima de uma história que não é tão original assim. Afinal, o subgênero do terror, da família que é aterrorizada por forças sobrenaturais é velho, mas muito velho.

A direção de Ari Aster, em seu primeiro filme, é tão segura aqui que no seu filme seguinte, Midsommar, logo nos minutos iniciais a sua assinatura é facilmente notada. Tudo é, minuciosamente, ensaiado numa grande dança bem sucedida que é o longa. Trazendo tantas sensações ao seu espectador, seja medo, nojo, surpresa… que assistir a Hereditário se torna uma experiência incrível. O ritmo do filme, principalmente em seu segundo ato, é lento, mas nunca arrastado.

E esse ritmo lento, é o responsável por toda a surpresa que temos no no ato final do filme, que é, literalmente: “eita atrás de eita”. Tudo vai sendo construído exemplarmente e a direção de Aster consegue condensar toda a pressão e expectativa numa série de revelações que deixa os expectadores embasbacados. Mas não se trata de um mero plot twist jogado na narrativa, ou ser a “surpresa pela surpresa” só para tentar chocar quem assiste. Hereditário tem viradas surpreendentes na sua narrativa, mas todas elas coerentes que a sua história.

Conclusão

Uma obra prima moderna, tanto do cinema, como do gênero, Hereditário faz jus a todos os elogios que recebeu. O filme, merecidamente, conquistou uma legião de fãs que debatem sobre o longo e até hoje caçam referências quando o assistem. É o tipo de filme que não vemos todos os dias, principalmente no gênero de terror. Em que tudo está perfeitamente alinhado e que nos fornece uma experiência tanto assustadora, como surpreendente. Recomendo muito e tem no Amazon Prime 😉

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