Sexta do Terror: O Bebê de Rosemary (1968)

O Bebê de Rosemary Sexta do Terror

A coluna dessa semana vai lá para o finalzinho dos anos 60, resgatar um dos meus filmes de terror preferidos: O Bebê de Rosemary.

No filme um casal se muda para um prédio com vizinhos para lá de estranhos. E com isso coisas ainda mais estranhas vão acontecendo, o que leva a jovem protagonista, que está grávida, a duvidar da sua própria sanidade. Conforme o momento do parto vai se aproximando e uma seita satânica é descoberta, vamos entendendo tudo que ocorreu e que ainda irá ocorrer.

A trama é fielmente adaptada do livro de mesmo nome do escritor Ira Levin e é o primeiro filme totalmente em inglês do hoje polêmico diretor Roman Polanski. O filme foi um total sucesso de crítica e público na época e abocanhou duas indicações ao Oscar, vencendo uma delas: a de melhor atriz coadjuvante para a fenomenal Ruth Gordon.

Porque é tão bom?

O que mais me encanta no filme é que ele é um terror psicológico e atmosférico de primeira linha. Aqui não temos criaturas, efeitos especiais ou maquiagem e, ainda assim, temos uma produção assustadora. Polanski em sua fantástica direção dá um verdadeiro show ao criar insegurança, terror e medo com elementos totalmente do cotidiano.

E tudo isso sem utilizar outros recursos visuais como muleta. Afinal, o que pode ser mais assustador do que os frutos da nossa imaginação? É justamente nesse tom totalmente sugestivo que o diretor trabalha e a audiência compra a ideia e embarca nela. Fazendo da experiência de assistir O Bebê de Rosemary assustadora e mostrando porque até hoje, após mais de 50 anos de lançamento, o filme continua sendo um ícone do terror.

Outro ponto alto do filme é a direção dos atores, que faz com que todos eles estejam não menos que ótimos aqui. O grande destaque fica para as atrizes, e não poderia deixar de ser já que o filme, antes de tudo, fala sobre maternidade. A veterana Ruth Gordon está deliciosamente sublime no papel da vizinha Minnie e, não por menos, levou o Oscar por isso.

Mia Farrow em sua primeira protagonista, da um show na pele da frágil e delicada Rosemary. É muito perceptível que a atriz acredita em todas as passagens da sua personagem, tanto que mesmo sendo vegetariana, numa das cenas, a atriz come fígado cru de verdade. E com isso, ela faz da composição de Rosemary algo muito crível e isso é muito bacana de se ver em tela. Uma pena que na grande maioria dos trabalhos da sua carreira a atriz não tenha repetido o que ela apresenta aqui.

Conclusão

Lançado a exatos 52 anos O Bebê de Rosemary está longe de ser datado. Pelo contrário, a experiência de assistir ao filme continua sendo incrível. Vale muito a pena ser visto e revisto alguma vezes.

Até a semana que vem 🙂

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