Sexta do Terror: O Homem Invisível (1933)

A Sexta do Terror nessa semana nos leva lá para a década de 30. Quando, não só o cinema, mas também o nosso tão amado gênero, ainda engatinhava. E o que esperar de um filme lançado há quase um século? Antes de embarcarmos nessa viagem, saibam que toda a análise do filme é feita com base na época em que ele foi lançado e considerando o contexto daquele tempo. Não que eu veja algo de errado em trazer um olhar contemporâneo para os clássicos. Contudo, esse não é o objetivo aqui, além de que desse jeito é bem mais divertido.

O estúdio Universal ficou conhecido, principalmente nas décadas de 30 e 40, pelo seus filmes de terror/horror. Frankenstein, a Múmia, o Lobisomem, são apenas alguns dos personagens que tiveram as suas franquias nessa época, ficando conhecidos como “Monstros da Universal“. Todos esses filmes são incríveis (pelo menos o primeiro de cada franquia é) e eu espero trazer todos aqui para vocês. Contudo, ainda que os citados acima sejam aqueles mais famosos na cultura pop. De todos os “monstros” criados nessa época O Homem Invisível é o meu favorito e por isso o primeiro a ser escolhido.

Livro X Filme

O Homem Invisível conta a história de um cientista que após alguns experimentos com uma droga bem barra pesada e de ter a brilhante ideia de testar o produto (a formula de invisibilidade) em si mesmo se torna… invisível. Mas não é só isso, além de mudar a sua condição física, a droga também é responsável por uma alteração na sua personalidade. Uma incontrolável sede de poder, a falta de escrúpulos, tudo isso são algumas das características que o personagem passa a ter após o aplicação da substância.

Um dos motivos para o meu favoritismo é que o livro em que o filme se baseia escrito por H.G. Wells também é incrível. E o filme em termos gerais é muito fiel ao seu material fonte. Ainda assim, as mudanças realizadas são perfeitamente justificáveis e até satisfatórias. Uma história que funciona em uma mídia não vai, necessariamente, funcionar em outra. A adição do interesse amoroso, por exemplo, é algo que não existe no livro, mas que na sétima arte funciona muito bem, principalmente se analisarmos a época de lançamento do filme.

O contexto político presente no livro, infelizmente, não é tão forte no filme. Ainda assim, a história “brinca” de maneira muito eficiente com os desdobramentos ocorridos em se ter “pessoas invisíveis” no mundo. Algumas passagens do filme são vem pesadas, como quando o personagem título utiliza do seu “dom” para descarrilhar um trem e matar centenas de pessoas.

Conclusão

E falando em analisar a época de lançamento do filme, O Homem Invisível foi um estrondoso sucesso no seu ano de lançamento. Não somente pela sua chamativa premissa, mas, principalmente, pelos efeitos especiais considerados revolucionário para aquele tempo. E o interessante nesses efeitos é que passados quase 100 anos poucas passagens do filme soam datadas, a maioria envelheceu muito bem. Sendo importante frisar também, que tais efeitos foram considerados revolucionários para a época. Mérito da equipe de produção do filme, que teve um árduo trabalho, gravando em todas as cenas que o homem invisível aparece quatro tomadas.

Sendo assim, não é difícil de entender porque o filme se tornou um clássico. Não somente por toda a importância que ele teve na época, mas também pelos méritos de seus efeitos e narrativa que encheram os olhos do público.

Ah, o seu “irmão” lançado neste ano é tão bom quanto.

 

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Até sexta que vem 🙂

Nota

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