Sexta do Terror: Operação Overlord (2018)

Sangue, tiro, porrada, loucura e bomba com Operação Overlord

A sexta do terror dessa semana volta apenas 2 anos no tempo para trazer um elogiável filme de 2018: Operação Overlord, que tinha tudo para ser “mais ou mesmo”, mas que termina se mostrando incrível.

Não sei vocês, mas adoro umas produções um pouco trash (com qualidade, obviamente). É muito bom quando uma obra consegue encaixar um pouco de gore na história, mas que não tem como único objetivo chocar ou enojar o espectador, mas que também seja orgânico com aquilo que esta sendo contado.

Bom, na sinopse temos: Uma tropa de paraquedistas americanos é lançada atrás das linhas inimigas para uma missão. Até que eles percebem que não será apenas uma simples operação militar, há mais coisas escondidas naquele lugar, que é ocupado por nazistas (se passa na Segunda Guerra Mundial). Genérico, não?

Porque é bom?

O filme mistura acontecimentos reais com ficção e isso me agrada muito. Todo mundo sabe que, de fato, houve experimentos com seres humanos nos laboratórios nazistas. O filme utiliza isso como base, para nos trazer uma trama de horror/terror com muito sangue e tiro. Contudo, também existem muitos elementos humanos envolvidos.

O filme executa muito bem a sua trama, apesar do surrealismo. E, além disso, ela é fechadinha. Após um início bastante frenético, o segundo ato do filme se arrasta um pouco, mas é um “arrastamento” necessário para colocar as peças no lugar para o grande final. O terceiro ato do filme é explosivo (literalmente) e marcado pela ação que é extremamente eficiente, mérito da direção.

Mas nada chama mais a atenção do que a maquiagem usada no filme. Algumas sequências é perceptível o uso de efeitos práticos com CGI, mas, ainda assim, o visual dos “monstros” é de cair o queixo. O visual é nojento, mas sem apelar muito para o bizarro. Você consegue perceber o que aconteceu ali e o resultado é de encher os olhos. Bravo!

O que não funciona tão bem?

O filme não tem muito espaço, e nem se preocupa, em desenvolver muito os seus personagens. Logo na primeira cena o filme define a personalidade de cada e isso continua por toda a história. Não é um grande problema, mas essa falta de desenvolvimento atrapalha um pouco a narrativa no sentido de que você não se apega muito aos personagens. Tipo, você consegue saber antes quem sobrevive ou não e está tudo bem com isso. Talvez, esse seja o objetivo dos realizadores, mas pessoalmente falando, um maior desenvolvimento e apego não faria mal.

Conclusão

Operação Overlord é bem sucedido. E igualmente, alcança a trama pretendida. O filme diverte, enoja, as vezes, mas você se sente envolvido na história. A história é completamente resolvida e não abre espaço para debates posteriores. É aquela excelente pedida para um filme de semana, com uma pipoca, num filme curto e que te deixará fixado durante a projeção. Ou seja, é uma ótima pedida.

Até a semana que vem 😉

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