Sexta do Terror: Padre (2011)

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Padre (2011) vale a pena?

O terror, nosso tão amado gênero, possui diversas ramificações, ou subgêneros, como preferir. Existe o terro psicológico, o terror de suspense, o tão amado slasher, o gore, o found footage… enfim! Uma verdadeira infinidade deles. Alguns chocam, outros assustam, outros nos deixam apenas apreensivos, é uma gama de sentimentos que podemos ou não sentir ao assistirmos a um filme do gênero. Não há uma formula exata.

A colune dessa semana volta lá em 2011 para trazer um notável exemplar de terror de ação, tão popularmente conhecido e adorado por este que vos escreve através da franquia Anjos da Noite. Entretanto, o filme da vez é a Padre, estrelado por Paul Bettany. É um filme que não reinventa a roda ou é totalmente fora da caixinha. Contudo, o filme diverte, algo que precisamos tanto em dias sombrios como estes. Mas antes de falar do filme, vamos a uma breve sinopse.

No mundo devastado por uma guerra entre humanos e vampiros, um padre guerreiro vive no anonimato até sua sobrinha ser sequestrada. Ela é levada por um grupo de vampiros assassinos para um local de confinamento, que fica nas Reservas. Contrariando as ordens da Igreja, entidade que orienta os humanos e afirma não haver ataques vampíricos, o padre parte para o resgate da menina. Sua determinação esbarra nas decisões da Igreja, que recruta outros padres para tentar trazê-lo de volta, vivo ou morto.

Porque é bom?

Eu adoro filme fechadinho, sabe? OK, ele pode até deixar uma sugestão de continuação, porque não. Todavia, isso é bem diferentes de deixar pontas soltas, o que não é legal. A história proposta para aquele filme deve ter começo, meio e fim. Ainda que haja chances da sua mitologia, daquele mundo, ser explorado, o que acontece aqui. A construção de mundo do filme também é muito interessante e, até mesmo, inteligente. A trama sabe utilizar do pouco orçamento que tem, para nos mostrar que estamos num mundo futurista distópico. Onde humanos e vampiros travam uma batalha, atualmente silenciosa, e tudo é controlado pela igreja.

As cenas de ação também são excelentes. Bem filmadas e com algumas coreografias estupendas. Rola um pouco de gore aqui e ali, mas não é o forte e nem o foco do filme. A aparência dos vampiros é mesmo assustadoras. Nada de dentinhos e mordidinhas como estamos acostumado, o que é mais uma bola dentro do filme, que traz um trabalho de efeitos visuais que não compromete. As atuais são dentro daquilo que se espera, já que não temos aqui personagens muito bem construídos e já vamos falar sobre isso.

O que não funciona tão bem?

A questão não é não funcionar ou não. E sim de coisas tão promissoras que o filme poderia ter abordado, mas deixou de lado. Obviamente, os personagens devem servir a história e não o inverso. Contudo, o desenvolvimento deles, que beira o mínimo, é o suficiente para contar a história proposta aqui, mas não para causar a empatia do público. E isso é muito importante para o envolvimento do espectador com a história.

Aqui temos uma ação que envolve, um mundo que envolve e uma história que até que envolve. Entretanto, não temos personagens envolventes. E ainda que isso não comprometa a experiência de assistir ao filme, tira dele um brilho maior que ele poderia ter tido. O que é uma pena, de verdade.

Conclusão

O filme é fechadinho dentro do seu mundo e cumpre muito bem sua função de entreter e divertir o público. Peca no desenvolvimento dos seus personagens ou melhor na falta dele, mas não compromete a experiência. Poderia ter tido continuações, facialmente. Contudo, a bilheteria não empolgou. Ainda assim, vale muito fazer aquela pipoca, sentar no sofá e se divertir por uma hora e meia.

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