Sociedade dos Poetas Mortos – mais vivos do que nunca!

Professores que não esquecemos

Hoje eu quero falar sobre “Sociedade dos Poetas Mortos”, um filme de 1989 cuja importância que tem em minha vida é bem pessoal e emocional. Então esse texto vai ser um pouco mais vindo do coração e da alma do que o meu “normal”.

“Sociedade dos Poetas Mortos” conta com a direção de Peter Weir e, além disso, roteiro de Tom Schulman. Vale lembrar também que o longa é estrelado pelo saudoso Robin Williams. Recebeu 4 indicações ao Oscar, incluindo os de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator, levando a estatueta por Melhor Roteiro Original.

Sinopse

É início de um novo semestre em uma escola preparatória de elite para homens. O ano é 1959, o último semestre do ensino médio para o aluno Todd Anderson (Ethan Hawke) que encontra novos amigos como Neil Perry, Knox Overstreet, Richard Cameron, Stephen Meeks, Gerard Pitts e Charlie Dalton. Eles começam a ter aulas de literatura com o professor inglês John Keating (o sempre magnífico, Robin Williams), que estudou na mesma escola anos atrás. Só que Keating não é nada ortodoxo e incita seus alunos a pensarem por si mesmos, a aproveitarem a vida ao máximo. Para isso ele usa uma expressão em latim “carpe diem”, que significa “aproveite o dia”.

Os alunos se sentem cada vez mais motivados e inspirados pelas lições e desafios que Keating propõe a cada aula e formam um grupo sólido, a “Sociedade dos Poetas Mortos”, fundado anteriormente pelo professor quando então aluno da escola. Conforme eles avançam e se sentem mais confiantes quanto às suas aspirações para o futuro, acontece um revés que finda em um evento trágico. John Keating acaba ganhando a culpa e, logo depois, demitido. No entanto, ele claramente deixa sua marca nos alunos que tocou o coração e a alma ao quebrar todos os protocolos de ensino da instituição.

Um filme emocionante

Apesar de todos os clichês conhecidos em filmes que tratam da relação professor-aluno, “Sociedade dos Poetas Mortos” fez diferença em minha vida, pois foi depois que assisti que decidi me tornar professora. Num sistema de ensino arcaico que preza muito mais o conteúdo do que o estímulo ao raciocínio e pensamento crítico, um professor como John Keating, nos faz refletir sobre o papel da escola e dos professores em nossas vidas. A luta diária de um profissional da área de ensino que acredita na inclusão e no incentivo à autonomia se faz presente no filme o tempo todo e de forma clara e precisa.

Ao assistir o filme, talvez, muitos pensem que houve um fracasso por parte do professor. Entretanto, a fatalidade que acontece só nos mostra como a sociedade é opressora e quer definir e limitar à todos nós. Quando um indivíduo nos mostra que é através da educação que há a liberdade e te fortalece como ser humano, então, o status quo é ameaçado e logo vemos essa centelha ser apagada.

Pegue seu lenço e se prepare para chorar

Para os mais sensíveis e chorões como eu, esse filme faz as lágrimas escorrerem mesmo pelo rosto! Com razão vemos as lutas dos jovens estudantes, para encontrarem seu lugar no mundo e descobrirem suas identidades, se refletirem nas nossas próprias lutas. É um filme que pode ser catártico para muitos! Como já indiquei esse filme inúmeras vezes para os meus alunos, agora indico para quem estiver lendo esse texto. Bom filme, boa reflexão e chore com vontade!

 

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