Velozes e Furiosos vai acabar! Conheça o futuro da franquia

Velozes e Furiosos

Velozes e Furiosos chegará ao fim no décimo-primeiro filme. E depois? Qual o futuro da saga?

Não é todos os dias que vemos uma franquia cinematográfica chegar a 11 filmes. Tirando alguns títulos, é raro ver uma saga ir tão longe. Mesmo Star Wars ou 007, que contam com diversos filmes, contam com um fator favorável muito claro: a mudança drástica de tempos em tempos. Star Wars tem onze filmes, mas separados em três trilogias e spinoffsVelozes e Furiosos, por outro lado, terão, ao fim, mais de uma dezena de filmes, todos com o mesmo elenco principal e sem fazer grandes mudanças no decorrer dos anos.

Velozes e Furiosos é cria indiscutível dos anos 2000. Os três primeiros filmes são a síntese do que fazia no gênero de ação nos primeiros anos do século XXI. A partir do quarto volume, houve a intenção de modernizar a franquia, tentando aproximar os longas a uma abordagem mais robusta, atualizada aos estilos e padrões da ação atual.

O fim está próximo…

Agora, quase 20 anos depois do primeiro filme, a franquia tem o final anunciado: o décimo-primeiro filme será o último. Mas será o último mesmo? Bem, para este elenco e esta trama específica, sim. Isso não significa, porém, que o universo de Velozes e Furiosos não retornará em outros formatos: animações, séries, derivados e muito mais.

Depois de explorar o campo dos spinoffs com Hobbs and Shaw e de brincar com as animações com Spy Racers, da Netflix, a franquia delimita um encerramento para a mitologia principal. Trata-se de um movimento raro na indústria. Pouco se vê, em produções tão grandes e lucrativas, um planejamento tão precoce. A ideia, porém, é justamente garantir o futuro, mesmo colocando um fim no produto principal. É provável que os próximos filmes da saga acabem preparando o terremos para inúmeros outros produtos. Ou seja, estarão indo embora deixando sementes para as próximas décadas.

Velozes e Furiosos

Final da saga principal. De novo? 

A promessa é de encerrar a narrativa principal com estes personagens que acompanhamos há quase duas décadas. O objetivo é dar um fim satisfatório e seguir adiante. Mas não foi isso que a série já fez no sétimo filme?

De certa forma, o sétimo Velozes e Furiosos já amarrava as pontas e se despedia de seus personagens em um bom momento. Estava tudo bem, tudo amarrado. O oitavo filme chegou e as coisas se bagunçaram novamente. O plano inicial era terminar no décimo longa, mas o último filme acabou sendo dividido em dois (típico de grandes franquias ultimamente), gerando o décimo-primeiro volume.

As possibilidades são diversas. Entre as opções mais prováveis estão a morte de Dom Toretto (Vin Diesel) e a conclusão de toda a loucura envolvendo espiões, terroristas e até viagens ao espaço. Velozes e Furiosos é tão insana que é impossível prever para onde as coisas vão. Espere, entretanto, uma espécie de trilogia fechada para os próximos filmes, com construções emotivas de personagens e finais estapafúrdios para tramas ainda mais inacreditáveis.

O futuro é derivado

Por incrível que pareça, Velozes e Furiosos tem personagens e ideias para cobrir anos de derivados. Hobbs and Shaw foi o primeiro, mas errou justamente por ser mais um capítulo da saga principal do que um derivado em si. A graça do spinoff está em testar coisas novas. Brincar com a comédia, o suspense e diferentes abordagens é o que dá frescor a essas releituras. A bobagem de The Rock e Jason Stathan repetiu fórmulas e seguiu a mesma linha absurda já explorada por Velozes e Furiosos. 

Uma saída para inovar, portanto, seria olhar para dentro da própria saga. O terceiro filme, Desafio em Tóquio, pode dar as coordenadas de como as coisas podem ser no futuro: sair da mitologia principal, explorando novos terrenos e mantendo-se levemente conectado. Imagine uma comédia com Roman/Ramsey/Tej, um filme com Han e Gisele, um programa de variedades sobre construção e reforma de carros… as possibilidades continuam indefinidamente.

Tela menor, maiores possibilidades

O futuro também está na TV. Star Wars, Marvel, DC… todas estas franquias já migraram para a televisão e com Velozes e Furiosos não deve ser diferente. A Netflix já lançou uma série de animação que faz parte da franquia. Novos programas de TV alavancaria a plataforma do estúdio, Peacock, e manteria a chama acessa por vários anos.

O segredo, novamente, é fazer diferente. Não adianta seguir fazendo o mesmo tipo de projeto, só que com outro nome. Uma trama de humor cairia bem, ou mesmo uma série jurídica, no submundo dos crime e carros. A sobrevivência da franquia está em se afastar do que já foi amplamente explorado por duas décadas ao longo de onze filmes.

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