Em Cartaz: Simplesmente Amor

Fonte: IMDb/Reprodução

Um filme de Amor… sobre Amor

Simplesmente Amor (2003) é certamente uma pedida garantida em qualquer lista ou maratona de Natal. Seja pelas frases marcantes, pelo formato de várias “micro histórias” (short stories) ajuntadas numa narrativa que passa por várias formas do conceito de Amor ou ainda pelo elenco de peso, todo mundo já deve ter, nessa época, visto esse filme pelo menos uma vez.

Love Actually, conhecido aqui no Brasil como “Simplesmente Amor” ou “O Amor Acontece” é uma comédia romântica natalina escrita e dirigida por Richard Curtis. Ele escreveu roteiros de filmes como Um Lugar Chamado Notting Hill (1999), Quatro Casamentos e um Funeral (1994), escrito e dirigido Questão de Tempo (2013). Também ajudou a roteirizar Mamma Mia! Lá Vamos Nós De Novo (2018).

Há ainda um elenco de peso que conta com nomes como Hugh Grant, Liam Neeson, Colin Firth, Laura Linney, Emma Thompson, Alan Rickman, Keira Knightley, Martine McCutcheon, Bill Nighy e Rowan Atkinson. Toda a atmosfera britânica acrescida desse elenco também majoritariamente nativo das terras da Rainha. O roteiro aborda, em dez histórias, as várias facetas de tudo o que envolve o conceito de Amor.

Dez histórias, uma história

É preciso começar dizendo duas coisas: todas as histórias se ligam de alguma forma e é um filme para ser revisto. De início – digo isso relembrando da primeira vez que vi o filme, meados dos anos 2000 – o filme parece só mais uma comédia romântica fofinha, com sotaques britânicos maneiros e atores e atrizes que já havíamos visto nesse segmento e que veríamos em uma miríade de outros papéis anos depois.

Mas além de para apreciar a maravilhosa trilha sonora – que conta com artistas e bandas que são ótimos exemplos do que era a música no fim dos anos 90 e início dos anos 2000 como Kelly Clarkson, Maroon 5, Norah Jones, The Calling e os Beach Boys. Certamente, é preciso rever o filme porque cada uma das micro histórias fala com momentos diferentes da nossa vida.

Uma história, dez histórias

O filme começa com uma narração de David (personagem de Hugh Grant), mencionando que, sempre que fica triste com o estado das coisas, ele pensa no desembarque do Aeroporto de Heathrow e no Amor simples e descomplicado experienciado por aqueles que se encontram ali, e o filme segue para várias histórias de um Amor bem menos simples.

Talvez a mais icônica e conhecida cena do filme é a trama de Juliet, Peter e Mark, em que Mark (Andrew Lincoln) é secretamente apaixonado por Juliet (Keira Knightley), que é casada com Peter (Chiwetel Ejiofor), de quem ele é padrinho de casamento. A cena de Mark na porta, carregando uma caixa de som com músicas de Natal e cartões como o que estampam esse post (“to me, you are perfect”) é uma das mais referenciadas quando se pensa em grandes gestos românticos.

Histórias e histórias

Outra trama particularmente bela – e a minha favorita pessoal – é a trama de Daniel (Liam Neeson), que começa em luto por ter perdido a esposa e mãe do pequeno Sam (Thomas Sangster), que agora ele precisaria criar sozinho. O pequeno Sam acaba, ao melhor estilo Meu Primeiro Amor (1991), se apaixonando pela coleguinha de classe, Joanna (Olivia Olson). Vemos a jornada de Daniel para superar o luto e “ensinar” ao enteado como lidar com estar apaixonado e a como tentar conquistar a garota.

Fonte: IMDb/Reprodução
Fonte: IMDb/Reprodução

O nosso narrador inicial também tem uma história só dele. Hugh Grant dá vida a David, o recém-eleito Primeiro-Ministro e Natalie (Martine McCutcheon) trabalha no número 10 de Downing Street. Numa trama que mistura machismo e uma dose de um romance previsível e inusitado entre eles, com uma cena marcante de beijo bem clichê.

Simplesmente Acontece

Intercalar dez histórias certamente parece uma tarefa hercúlea. Mas Simplesmente Amor entrega isso perfeitamente. Além disso, a história é conduzida de uma forma que nos prende mesmo nas narrativas que não envelheceram tão bem. Toda a vibe natalina de falar sobre afeto, companheirismo, família e seus laços e, claro, Amor é, em outras palavras, contrastado a uma sensação de solidão que se tornou ainda mais contemporânea… tudo isso feito com cores vibrantes e muita luz. É uma comédia romântica embalada em Natal sem precisar se aprofundar tanto na iconografia dessa época.

Claro, o vermelho e o verde, associado à neve, são muito presentes. Contudo, é a luz, a iluminação que dá valor a esses elementos. Luzes e guirlandas acabam por delinear a narrativa e frequentemente nos trazer a lembrança de que é uma comédia romântica de Natal. Tudo isso disponível na maravilha do streaming que é o Prime Video.

Um veredito

Se é preciso um veredito para convencer o amigo leitor de assistir ou rever esse filme, eu digo. Simplesmente Amor é um filme sobre o Amor, sobre como ele acontece e sobre suas diversas formas. Claro, juntar dez histórias e esperar que nenhuma delas envelheça mal ou perca o sentido depois de quase vinte anos é impossível. Entretanto, o filme procura nos mostrar como, de um músico decadente e seu amigo a um padrasto tentando superar a perda e ensinar um pré-adolescente sobre Amor, existe uma centena de cores e formas para que esse sentimento se materialize.

E cá entre nós, depois desse ano, todos nós precisamos de um pouquinho de nostalgia. De um pouquinho de várias histórias sobre esse tema que deveria fazer parte do espírito dessa época. Divertido, inapropriado, comovente, cheio de detalhes e particulares, uma experiência única para cada um, que nos faz sorrir e pensar que talvez tudo valha para alguma coisa. Esse é o filme. Exatamente como o Amor deve ser.

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